Romanos

 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 
 
 
CAPÍTULO 1

 

ROMANOS

O EVANGELHO DA SALVAÇÃO

OS SETES PASSOS DO PROGRESSO ESPIRITUAL

 
 

            O propósito e finalidade deste estudo é levar-nos à torrente do poder espiritual da Salvação que Deus nos preparou. Essa torrente corre para cada um de nós através das páginas desta Epístola maravilhosa, a qual tem sido chamada  “a catedral da doutrina cristã”. O Espírito Santo escreveu esta Carta de papel e tinta, tendo por instrumento o apóstolo Paulo, tratando da salvação que Ele nos oferece, visando transferir suas verdades a nós que a lemos, para que nos tornemos “a carta de Cristo…escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo…conhecida e lida por todos os homens” (II Coríntios 3:2,3 …”Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens” (II Coríntios 3:2,3 “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações”).

            E que privilégio! Que maravilha! Estamos desejando, mesmo agora, oferecer nossas vidas como o pergaminho, apresentado à operação do Seu santo propósito, para que Ele possa transcrever em nosso coração e em nossa vida, passo a passo, as grandes verdades de Sua salvação? E para assim nos tornarmos a Sua 2ª Edição do século XX da Carta aos Romanos, que os nossos semelhantes possam ler na linguagem fresca e renovada de nossa vida cristã – no lar, nas ruas, na sociedade e nos negócios – e, lendo-a, sejam igualmente transformados? (II Coríntios 3:18 “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” ).

            Pelo estudo que fazemos desta Carta, podemos notar cinco coisas mui práticas que explicam as suas divisões:

1 – O Pecado; 2 – A Salvação; 3 – A Separação; 4 – A Soberania; – 5 – O Serviço.

            Na Carta aos Gálatas – que espiritualmente tem grande parentesco com esta carta aos Romanos – o apóstolo Paulo resumiu em três frases concisas, ditadas pela sua experiência pessoal – uma folha em branco mui preciosa da biografia espiritual dum cristão que alcançou vitórias notáveis:

           Gálatas 2:20                                   Romanos, capítulos 6, 7 e 8
 
1 – O PECADO
            É este o primeiro passo da vida. Foi ele adquirido para nós.em nosso nascimento, por pertencermos à raça decaída de Adão. Foi ele adquirido por nós. Na expressão natural e normal da natureza humana decaída. Devemos lembrar que – Fazemos o que fazemos porque somos o que somos. O pecado é coisa natural em seu caráter, e racial em sua extensão.
            Mas, que vem a ser o pecado? Ele significa de início – na sua expressão original – “errar o alvo” (no grego, hamartia). Ele traz em si a idéia de um alvo, um padrão. Este alvo é Deus e Sua glória. “Todos pecamos e ficamos aquém” do alvo (Romanos 3:23 “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”); ou da bondade de quem? De nosso semelhante? Não; de Deus e de Sua glória. Por que, pois, nos compararmos com nossos semelhantes?! Não é o nosso próximo o nosso padrão, não. Ele pode ficar aquém, e com ele ficaremos aquém do alvo, do padrão. E haverá, então, uma diferença apenas de grau, e não de qualidade. Aquele que se afoga numa banheira cheia d’água em nada poderá desprezar o que se afogou no oceano. Ambos estão mortos. E perderam o essencial – a vida.
Assim, Deus declara que todos pecaram; ficaram aquém de Sua glória; perderam a vida, e estão “mortos em seus delitos e pecados”; e “são dignos de morte” (Romanos 1:32) como sentença final.
 
2 – A SALVAÇÃO
            Pecado e Salvação são coisas que se correspondem, e que se aplica à outra.
            O pecado é o homem precisando de salvação.
            A salvação é o remédio que Deus tem para o pecado.
            O Espírito Santo, conforme a promessa de Jesus, convencerá o mundo do pecado (1), e da justiça” (2). Nesta última está Ele agora nos fazendo ver. Somos salvos pela Sua justiça, pois Ele toma o lugar do injusto em Sua morte por nós.
”Aquele que não conheceu pecado,  se fez pecado (oferta pelo pecado) por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5:21).
            A única explicação que temos para a morte de Jesus – o absolutamente reto, o único dos homens que não mereceu a morte – está no fato de ter El morrido por nós que merecíamos morrer. Vejamos como Deus interpreta a morte de Seu próprio Filho.
            “Verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores…mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz, estava sobre Ele; e pelas sãs pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez Acir sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:4-6).
            Note-se em cada frase como os nossos pecados nos relacionam com “Ele”. “Foi por os que Ele gemeu e sofreu ali”. O meu pecado O pregou na Cruz.
            E com os meus pecados, participando desse horrível crime, aumentei minha culpa! Não obstante, a fé anuncia que a Cruz é o meio de livrar-me dessa culpa.
            Assim, é simples o passo para a salvação; aceitar o plano de Deus quanto à morte de Seu ilho, reconhecendo que Ele morreu em nosso lugar; concordar em transferir o meu pecado e minha culpa para Cristo; e isto Deus já fez. Aceito eu esta transferência? Ele já consentiu em transferir de Sua parte, e já confirmou esse pacto de Sua parte, assinando-o com o Seu próprio sangue. Ele aguarda só que eu também assine esse pacto, como a outra parte, para que tal transação seja coisa definitiva. Se eu não assinar essa transação, se recusar a proposta que Ele me faz, não haverá transferência. E, daí, continuarão a ser meus o meu pecado e a minha culpa.
            “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantiver rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36).
            Então, sobre quem descansa a justa ira de Deus? Sobre Ele? Ou sobre o leitor amigo? Deixar, junto com Deus, que Sua ira caia sobre o Filho de Deus – Aquele a Quem Deus escolheu como o alvo dos pecados do mundo – constitui o simples passar do pecado para a salvação. Diga a Deus que você aceita essa transação, e ela já está feita.
3 – A RENDIÇÃO
            Este é o único passo que pode tornar a salvação uma coisa pessoal e real para mim. Através da rendição, flui para minha vida, como possessão eterna, o poder de Sua morte e ressurreição. A seqüência é esta: Romanos 3:21 a 5:21 nos diz que Ele morreu por nós. Romanos capítulo 6 nos diz que morremos com Ele.
            Esta filosofia da Cruz constitui a raiz do viver cristão. Urge compreender e apreciar isto como uma filosofia, unicamente para dela nos apropriarmos como um fato inteiramente pessoal.
            “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Romanos 6:11).
            Tendo, pois, reconhecido o fato de estarmos mortos para o pecado e vivos para Deus, que faremos com esta vida ressuscitada e novamente achada?
Entreguêmo-la  e dediquêmo-la a Deus que foi Quem nô-la deu, e a Quem realmente pertence essa nova vida.
            nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como
            instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como instrumentos
            de justiça” (Romanos 6:13).
            Isto significa já não ter mãos ou domínio próprio sobre o que sou e tenho, pois que a minha vida agora pertence a Deus, e colocar-me nas mãos dEle, para que Ele faça em mim a Sua santa vontade.
Então os passos são estes:
            Que fez Ele por nós?  (2) – removeu a culpa do pecado.
            Que faz Ele em nós (3) – remove o poder, ou o domínio do pecado.
4 – O  EU
            Sabemos que o eu está sob condenação e impossibilitado de viver uma vida boa e santa. Mas, tornando-se cristão, o eu agora sente que deve esforçar-se por viver uma vida melhor e mais santa! Como está disseminado este erro entre os cristãos! Acham que, salvos pelo poder divino, devem tentar viver pelo esforço humano!
            Creio que foi escrito o capítulo 7 desta Carta aos Romanos, justamente para mostrar quão dificilmente pomos em prática a filosofia do capítulo 6: “Vivos em Cristo” (Romanos 6:11) o capítulo 7 volta a tratar da personalidade humana, na qual “nada há de bom” (Romanos 7:18). Aí, muitas vezes repetido, encontramos a palavra “eu” – que é a única fonte de esforços (não se menciona nem uma vez a palavra “Espírito Santo”). Os melhores esforços do eu resultam em derrota e queda. É uma luta fatigante. Meu amigo cristão, este capítulo foi aí colocado como um solene aviso a você, para que nunca tente viver a vida cristã com os recursos do e, pois que o “eu” não pode viver uma vida cristã. E nem Deus pede tal coisa.
            Por fim, persuadido de sua incapacidade, e da futilidade duma luta assim desigual, é certo que esta luta acabará apagando o eu.
“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (Romanos 7:24,25).
            Santo Espírito de Cristo, realiza Tu em mim tudo quanto hás planejado e prometido acerca da vitória sobre o pecado e o ego (eu).
5 – O ESPÍRITO
            Passa-se agora da vida-do-ego para a vida-do-Espírito. A pessoa que se movimenta está agora inteiramente mudada. Una-se 21 vezes a palavra “Espírito” – e o pronome eu não aparece uma vez sequer – para retratar a nova vida caracterizada pela realidade de Sua presença e poder. Ele faz agora frutificar “a vida em Cristo” – numa relação da videira e suas varas – “Eu em vós, e vós em Mim”.
            Como poderemos chamar uma vida assim? De nossa parte é vida renunciada, vida dedicada, vida entregue. Da parte de Deus é “a vida cheia do Espírito”. Nós nos entregamos, nos rendemos a Deus, e Ele toma posse de nós. Nós cedemos, e Ele toma a direção. Nós nos apresentamos a Ele, e Ele nos aceita e nos usa. Isto não é mito, não é nenhum sonho, não é fantasia, não é um idealismo impessoal, não. O espírito trouxe o Cristo da glória para dentro do meu coração, e a Luz dissipou As trevas da noite. Os fantasmas da irrealidade fugiram da presença dele. É uma nova vida! Uma gloriosa liberdade! Uma dinamização divina!.
“Algum tempo tentei usá-Lo;
                                             Mas, agora, Ele me usa a mim!”
            Santo Espírito de Cristo, realiza Tu em mim tudo quanto hás planejado e prometido acerca da vitória sobre o pecado e o ego.
6 – A SOBERANIA
 Chegamos agora a um passo que não devemos dar. A história da rejeição de Israel é a história da soberania de Deus sobre os Seus. A lição aqui é de aviso e admoestação. Se Deus mostrou Sua soberania sobre o povo do Seu Velho pacto, quanto mais não a mostrará sobre aqueles que “comprou com o Seu próprio sangue”? Ele é o Eterno Soberano. Negando-Lhe nós essa soberania e direito, corremos o perigo de natureza infinita.
            Foi Israel rejeitado? As Sagradas Escrituras focalizam a lição dessa soberania de Deus sobre os Seus. A lição aqui é de aviso e admoestação.
Se Deus mostrou Sua soberania sobre o povo do Seu Velho Pacto, quanto mais não a mostrará sobre aqueles que “comprou com o Seu próprio sangue”? Ele é o Eterno Soberano . Negando-Lhe nós essa soberania e direito, corremos perigo de natureza infinita.
            Foi Israel rejeitado?  As Sagradas Escrituras focalizam a lição dessa soberana desaprovação e rejeição para o nosso ensino:
            “Ora, estas cousas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as cousas más, como eles cobiçaram. – Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (I Coríntios 10:6,11).
            E o apóstolo Paulo prefacia o caso, como se fora o texto de um sermão, com um cuidado todo especial, par que não venha ele também a incorrer na mesma rejeição.
            “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (I Coríntios 9:27).
            Cristãos, tomai bastante cuidado para que não vivais uma vida orientada pelo ego (eu), pela vontade humana! As praias dos séculos que se foram estão cheias de cadáveres daqueles que naufragaram por terem obedecido, na sua carreira, a uma rota que eles mesmos traçaram. Certificai-vos de que vai no leme do vosso barco Aquele que é o Senhor. Notemos as palavras do hino:
GUIA DIVINO (141)


1. “Guia Cristo minha nau Sobre o revoltoso mar Que, enfurecido e mau, Quer fazê-la naufragar,      Bom Jesus, oh! Vem guiar Minha nau vem pilotar!
 
2. Como sabe serenar
Boa mãe o filho seu,
Oh! Acalma assim o mar Proceloso e mui rebel.
Bom Jesus ! Oh! Vem guiar,
Minha nau vem pilotar
!
 
3. Se no porto, quando entrar,
Mais o mar se enfurecer,
Que me possa deleitar,
Em ouvir-te assim dizer:
“Entra, pobre viajor,
No descanso do Senhor”. Amém.
 
 
(E. HOPPER – Wm. E. Entzminger)


 

            Pregadores.professores, líderes espirituais, membros de igrejas, ouvi: Deus tem traçado para cada um de nós um caminho reto e seguro: “Pois somos feito feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). Não tenteis a Deus, buscando seguir uma rota ditada pela vossa vontade própria, dando ouvidos a alguma inclinação ou pecado, ou incredulidade, com sua conseqüente desobediência;ou faltando com uma renúncia completa à Sua vontade; ou falhando no conhecimento e prática de Sua vontade soberana; ou dividindo o controle de vossa vida com o Espírito Santo – pois, se isto se der, sereis reprovados e rejeitados, deixando de ouvir à Sua voz, deixando de seguir a rota por Ele traçada.

            Ao contrário, cristão amigo, procura ser nas mãos do Espírito aquilo que o barro é nas mãos do oleiro, e diz a Ele, hoje, e em cada dia de tua carreira:
7 – O SERVIÇO

O último passo é a visível operação de “Sua Salvação” na esfera do serviço – serviço que só a alma remida pode prestar. Até este ponto não se exigia de nós que fizéssemos alguma coisa; sim, nada, a não ser crer em Deus e nos entregarmos a Ele. Agora, havendo crido nEle e nos rendido a Ele, vemos que todos os passos já dados nos prepararam para o serviço, e nele culminam.

            “Rogo-vos, pois, irmãos,pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).

            Que compaixão ?  Sim, Sim, por todas as compaixões e misericórdias salvadoras e santificadoras; por tudo quanto precedeu às palavras já ditas pelo apóstolo Paulo, por todo esse unificado plano divino de fazer com que o homem seja bom.

            Antes de se considerar a redentora graça de Deus, e antes de ela transformar as nossas vidas, quão pouco achávamos que poderíamos fazíamos fazer para Deus!. E na verdade, nem tínhamos capacidade para tal!

Mas, agora, como novas criaturas que correspondem e se amoldam à Sua Vontade, rendidas a Ele e dinamizadas pelo Seu Espírito, quanto e quanto podemos servi-Lo?

            Sim, quanto há para fazer! A Salvação que Ele de graça oferece a todos. É tão pouco conhecida, pouco compreendida, e pouco aplicada à vida de cada dia. Vivemos num mundo necessitado – para servir.  O Senhor nos concede viver numa sociedade cuja maior parte é constituída de pessoas não salvas ainda, e Ele nos diz – “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles, vendo as vossas boas obras, glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16).

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            Concluindo, unamos e coloquemos na devida seqüência estes: o segundo e o último passo – O dom da salvação  e o serviço prestado por gratidão.

            Recebe-se a salvação – como um dom, um presente (de Deus para nós).

            Presta-se serviço – como prova de gratidão (nossa a Deus).

            Quem escreve estas linhas certa vez conversava com uma senhora criada no sistema católico-romano; e, para aclarar-lhe que somos salvos sem as obras, lhe disse: Suponhamos que eu tire do bolso uma jóia mui preciosa e pergunte à senhora – “Não é mesmo uma jóia de alto valor? Ela me custou 100 mil reais.

A senhora ficaria contente em possuí-la? “Suponhamos que a senhora respondesse: “Sim, desejo possuí-la. Espere um minuto”. E daí, subisse para o pavimento superior de sua casa e voltasse de lá com mil reais na mão, dizendo: – “É tudo quanto possuo; sinto não ter mais dinheiro, mas quero possuir essa jóia”. Daí, eu digo – “Que juízo se faria disto? Custou-me a jóia cem mil reais, a senhora o sabe,e a senhora me oferece mil reais por ela? Isto é um insulto! Guarde os seus mil reais. Agora, se a senhora quer mesmo possuí-la, poderá recebê-la de presente, eu lha darei. Ao contrário, não conversemos mais sobre este assunto”.

            A referida senhora compreendeu então o dom da salvação, ajoelhou-se para orar, e aceitou a salvação de Deus – comprada por preço tão elevado e dada a ela de presente, gratuitamente. A seguir, para mostrar-lhe o lugar das boas obras e dos esforços humanos, e mostrar-lhe que agora tinha ela razões mui fortes para servir a Deus e ao próximo, eu lhe disse: Suponhamos agora que, voltando eu para minha casa, ali encontre minha filha gravemente enferma. (A mulher com quem eu conversava era enfermeira). Daí, eu telefonava para a senhora, dizendo: “A vida de minha filha corre perigo; a senhora pode vir já e ajudar-nos? “Suponhamos que a senhora responda: – “Oh! Sinto muito. Agora estou muito ocupada (e enumera uma porção de coisas que pretende fazer) e não posso ir”. E a senhora se nega a ajudar-nos. Mas eu replico ao telefone: “Mas, minha senhora! Que é isso? Eu dei à senhora, de graça, uma jóia que me custou em mil reais! Ela não lhe custou nada! E agora, justamente quando se lhe estende uma oportunidade de me prestar um serviço em troca, estou certo de que a senhora não perderá esta oportunidade, e alegre e gratamente nos ajudará nesta emergência!”

            Que ingratidão, se aquela mulher não socorresse à filhinha daquele homem que lhe dera de graça uma jóia de cem mil reais! Mas, os cristãos não procedem assim muitas vezes?! Amigo leitor, você recebeu de Deus um presente que não tem preço – a vida eterna. Ele lha deu de presente. E assim agindo, Deus espera e confia que você, movido por profunda gratidão, achará no serviço que você presta a Ele uma alegria constante, fazendo disso como que a sua comida e a sua bebida, fazendo do serviço que você presta a Deus a preocupação capital de sua vida, e ainda fazendo com que tal serviço empolgue todos os gigantescos esforços do seu ser, de sua inteligência, de sua sensibilidade e de sua vontade. Sei que assim será.  

            Em complemento ao estudo 31 “Os sete passos do progresso espiritual, transcrevo o hino 270 – DESAFIO.

(O estudo foi baseado no livro de Norman B. Harrison)
C F.R. Havergal – D. M. Hazlett
 


1. Morri na cruz por ti,
Foi para te livrar
Meu sangue ali verti
E posso te salvar.

Morri, morri na cruz por ti
Que fazes tu por mim?

 
2. Vivi assim por ti,
Sofrendo intensa dor!
E tudo fiz aqui
Por ser teu Salvador
3. Sofri na cruz por ti
A fim de te salvar
A vida consegui
E agora ta vou dar.

Morri, morri na cruz por ti,
Que fazes tu por mim?

 
4 Eu trouxe a salvação,
Dos altos céus favor.
É livre o meu perdão,
É grande o meu amor.




EBENÉZER !!!