Igreja, Esperança da Alegria

 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 
 
IGREJA, ESPERANÇA DA ALEGRIA.

 
 
 
Leitura Bíblica: Filipenses 4:1-20

 

“Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” (VS. 10 e 11).

 

            A esperança escatológica está ligada a alegria. Traz-nos certezas o presente, “eu sei em quem tenho crido”. Deus é poderoso para guardar, preservar o tesouro maior que é a nossa vida, até o dia final. Posso não saber muita coisa e até não entender “as maldades dos corações” que deveriam se regenerados, mas eu sei em quem eu tenho crido; eu sei quem está no controle; e sei mais: “que os bons são a maioria”.

            Escatologia é este tipo de convicção e certeza do presente, isto é, do lado de cá da eternidade; e sei também que escatologia é esperança no futuro.

As alegrias do final dos tempos e do início da eternidade são caracterizadas pela expressão mais do que confortadora, quando Jesus diz: “Muito bem servo bom e fiel: foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei, entre no gozo do teu Senhor”.

O texto de Mateus 25:21 faz contraste com Mateus 25:26; “Servo mau e negligente…”  o primeiro traz alegria e entra no gozo (alegria interna e que dá prazer); o segundo, só causa tristeza e é despojado do que não lhe pertence e é lançado fora. Leia Mateus 25:34 e 41.

 

I) O QUE É A ALEGRIA NA BÍBLIA?

Alegria [e viver contente com o Senhor, por tê-Lo e pertencer-Lhe, sem se importar com a situação. Não, não é um faz de conta. É verdade. Quando o Senhor Jesus ETA presente em nossas vidas, a pior crise se transforma em fonte de bênçãos. O apóstolo Paulo afirma: “Aprendi a viver contente (um dos conceitos de alegria) em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em toas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância como de escassez; TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE. (Filipenses 4:12 e 13).   

            O que nos alegra é ter o Senhor ao nosso lado. Bíblica e teológicamente é a revelação da presença e ação do n osso Deus e Pai, Criador de todas as coisas. Doador da vida e de todo o dom perfeito, o que nos dá alegria e nos faz felizes nesta vida e bem aventurados na eternidade.

            A presença de Deus nos dá segurança, paz e conseqüente alegria: a solidão e a sensação de desamparo nos traz profunda tristeza do coração. Lembre-se sempre: “A alegria do Senhor é a nossa força!” (Números 8:10).

            Contemplar a Criação de Deus leva-nos a alegrar-nos no Deus criador e a dizer como o Salmista: “Eu tenho em Javé, no Deus Eterno, a minha alegria” (Salmo 104:34). “Os céus proclamam a Glória de Deus” (Salmo 19:1).

            Diante do Deus Criador, que age na história e que ordena as circunstâncias, a alegria toma conta de quem não é insensato: Salmo 92:5 e 6. O salmista nos convida à adoração, dizendo: “Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o rochedo da nossa salvação.” No Salmo seguinte, o de número 96, versículos 11 e 12, o salmista declara: “Alegrem-se os céus e a terra exulte… Folgue o campo e tudo o que nele há…na presença do Senhor”.

Ele nos convida, aos eleitos, para participar da sua alegria em Mateus 25:21: Entra no gozo do teu Senhor…” aos que são servos, bons e fiéis; e exclui, expulsa da sua presença “os maus e negligentes” (Mateus 25:41). Devemos meditar em algumas dimensões bíblicas da alegria.

 

II) AS ALEGRIAS DA VIDA

            As alegrias da vida são promessas de Deus. Em Deuteronômio 28:3 a 8, a obediência à Lei de Deus torna os eleitos benditos, abençoados no campo ou na cidade, nos filhos, nas colheitas, na prosperidade legítima. Bendito ao entrar e ao sair. E tudo isso traz alegria.

            “Alegra-te com a mulher que amas” (Eclesiastes 9:9). O vinho moderado traz alegria, à luz da Bíblia. Juízes 9:13 e Salmo 104:15, isto a quem o usa comedidamente: Salmo 31:27. A vindima é um tempo de alegria. Leia Isaías 16:10.

            As festas religiosas como Páscoa, Natal, Pentecostes, são tempos de alegrias ruidosas e intensas. O sábio e piedoso sabe do valor dessas alegrias do coração que são fator de boa saúde e de prosperidade. A pessoa produz muito mais quando está contente, alegre e feliz com o que faz; do que quando está contrariada e sob pressão.

            Deus condena as alegrias perversas, as que decorrem de atos imorais e de maldade, que usam as pessoas e as descartam e amam as coisas, são os utilitaristas. E se entrar o vício, a prostituição, as drogas essas são alegrias que matam. Tornam as pessoas desfibradas e sem caráter. A verdadeira alegria vem do Espírito Santo em nós, não vem do vinho. Em Filipenses, epístola do Apóstolo Paulo, está escrito: “Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo, alegrai-vos”  (Filipenses 4:4). Esta é a alegria que traz vida e saúde. Não depende das circunstâncias. É permanente. É eterna.

 

III) AS ALEGRIAS DA ALIANÇA

            Quem tem Deus como aliado não faz maldade. “Está sempre sorrindo, mesmo quando não dá”. Disse o poeta sacro.

            Deus, de quem procedem as alegrias sãs da vida, oferece alegrias mais altas a seu povo, que as encontrará na fidelidade à Aliança que é um Pacto com Deus, onde você o honra e serve e Ele o abençoa e protege. Quem tem Deus como aliado não será derrotado jamais.

 

a) As alegrias do culto comunitário.

    “Como é doce a comunhão dos remidos do Senhor; quando estou com o povo de Deus, eu tenho a maior das alegrias…”São frases de hinos que nós cantamos.

     A hora sublime da Comunhão no Corpo e no Sangue de Cristo: O pão que significa, representa e tipifica “o Corpo de Cristo”; o cálice, o vinho que representa, significa e tipifica “o sangue de Cristo”. São momentos eternos de sublime e indizível alegria para os salvos.

            Cantar ou ouvir os cânticos corais alegram o nosso coração. Orar, entrar em comunhão com Deus e falar com Ele; bem como ouvir a Sua voz pela leitura e obediência à Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada traz alegria e paz.

 

b) Alegrias da fidelidade pessoal.

     Essa alegria, oferecida como possibilidade a todos, é a porção dos “mansos e humildes de coração” que constituem o povo de Jesus, a sua Igreja.

A Palavra de Deus é a alegria do nosso coração, como expressa o profeta Jeremias 15:16 e o salmista no Salmo 1º ao dizer dos justos, “o seu prazer está na Lei do Senhor, e  nela medita de dia e de note”. Esses humildes que buscam a Deus podem se jubilar (Ler Salmo 34:3; 69:-33; 76:5; 105:3).

 

c) As alegrias escatológicas

A Igreja de nosso Senhor Jesus é a comunidade da esperança, da alegria, do amor e da FÉ.

            O Êxodo é a marca da libertação de Egito. A Páscoa é a festa da independência. O êxodo é para Israel o que a Ressurreição é para a Igreja. Ambos apontam para uma libertação e redenção definitivas que trarão as alegrias messiânicas do novo céu e da nova terra do Reino de Deus entre os homens e o Reino dos céus na terra. Todo ódio, o mal e a violência serão eliminados, porque “a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9).

            A alegria e a paz que Jesus dá, vêm do céu. Ninguém no-las pode retirar, nem mesmo perturbar. Até no meio das provações temos alegria e confiança, sabemos quem está no controle.

 

CONCLUSÕES E APLOICAÇÕES PRÁTICAS

 

1º) A Igreja precisa ser um lar de amor, de alegria e de paz. Quem está não quer sair e quem ainda não está quer entrar.

2º) A maior alegria é a certeza da salvação e da vida eterna.

3º) Os sofrimentos do tempo presente não são para se comparar com a glória a ser revelada em nós e a nós;

4º) As provações produzem perseverança; ora, a perseverança precisa ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes (Tiago 1,4). Tiago 1:2, se atreve a mais e diz: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações”. E Jesus, no Sermão da Montanha, tem uma palavra para mim e para você. Diz Ele: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa vos injuriarem, e vos perseguirem, e mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultais, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.” (Mateus 5:11 e12).

5º) NÃO HÁ BEM-AVENTURANÇA ALGUMA PARA OS PERSEGUIDORES.

 

Que Deus muito nos abençoe. Amém.

 

Rev. Guilhermino Cunha – Pastor da Igreja.