O Custo da Alegria

 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 

O CUSTO DA ALEGRIA

 
            Vivemos os dias do Carnaval, cujo rei, Momo, tem origem na mitologia grega, sendo identificado como o deus da sátira, do sarcasmo, do culto ao prazer, do riso.

            Carnaval para muitos é sinônimo de festa e alegria, sendo o carnaval brasileiro considerado a maior festa popular do mundo. Mas a que custo essa alegria é produzida e quais os resultados por ela produzidos nos dias de folia?

O que falar da libertinagem, da prostituição, das defraudações, do consumo exacerbado de álcool e outras drogas, eventos próprios  desse tempo? É essa a alegria desejada por Deus para nós, seres criados à sua imagem, à sua semelhança?

            A exaltação do Carnaval pelas autoridades públicas em nosso país levou-me a considerar uma censura feita por Jesus aos escribas e fariseus, conforme Mateus 23:1-12. O que Jesus fala do discurso e das obras daqueles “mestres da lei” é muito útil a uma reflexão séria sobre nossa vida cristã.

            Primeiramente, Jesus recomendava que se fizesse e guardasse tudo quanto aqueles líderes religiosos diziam, porém sem imitá-los nas suas obras, nas suas práticas, porque eles diziam e não faziam (versículo 3).

            Depois, Jesus acentua um pouco mais essa questão da hipocrisia, pois as obras praticadas por eles, diz o Senhor, eram realizadas por pura vaidade, se revelavam uma performance, “com o fim de serem vistos dos homens” (versículo 5 – leia também Mateus 6:5).

            A seguir, o Mestre expõe claramente o caráter espiritual daqueles líderes; amavam o primeiro lugar, em tudo; amavam ser saudados por onde passavam – um verdadeiro desfile, sob o assédio do público; o serem chamados “destaques” e mestres, pelos seus semelhantes – semelhantes só na questão da espécie humana, pois no demais, eles julgavam-se superiores (versículos 6-7).

            Finalmente, Jesus faz uma declaração muito séria: “Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (versículo 12), o que diz respeito tanto ao trato com as coisas de Deus como às relações com o próximo, sinônimo de vida cristã.

            As atitudes dos escribas e fariseus perante o mundo evidenciavam a vaidade de seus pensamentos e o tipo de relacionamento que mantinham com Deus, mesmo que aos seus próprios olhos, tudo aquilo fosse fonte de alegria, de prazer. E nós, como agimos e vivemos? Como está nossa vida cristã, n ossa relação com Deus e com o próximo?

1.    Há coerência entre nosso discurso e nossa prática cristã? O que falamos e fazemos, ambos podem ser imitados?

2.    O que fazemos no Reino de Deus, o fazemos com que finalidade? Para agradar a quem?

3.    Quem tem sido o alvo dos elogios, do louvor, das homenagens em nossas ações? O que temos semeado: exaltação ou humilhação?

            Na Segunda Epístola de João, encontramos seu autor falando da extrema alegria de sua alma, por ter encontrado homens e mulheres que andavam na verdade, movidos pelo amor.

            O que tem gerado em nós alegria? Qual o custo da nossa alegria?

            “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Filipenses 4:4).

          

Com alegria e carinho pastoral.

 

           Rev.. Claudio Aragão da Guia.