Perseverando na Oração

 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 
PERSEVERANDO NA ORAÇÃO

 

Leituras Bíblicas: Atos 2:42-47 e Romanos 12:9-21

 

“E perseverando na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. “Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes” (Atos 2:42 e Romanos 12:12).

 

            Há riscos na oração. O primeiro é pensar que temos que insistir nos pedidos até sermos atendidos. O segundo é achar que orou uma só vez; já está orado e basta e, o terceiro, é achar, já que Deus sabe todas as coisas, não é preciso nem orar: horrível, até como desculpa para não orar!

            A lição de hoje é “Ipomoné”, palavra grega que significa perseverança, constância e firmeza na oração. Jesus ensinou muito sobre oração e, mesmo sem precisar; orou muitas vezes em diferentes lugares e múltiplas situações. E disse Jesus: “orai sem cessar”…” “Vigiai e orai…”; “Ficai aqui e velai comigo…” em uma vigília de oração: por três vezes Jesus adiantou-se um pouco e foi orar, voltou e os achou dormindo, porque os “seus olhos estavam pesados”. Olhos pesados de sono é o contexto imediato para o dito de Jesus: “O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca. “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” vide Mateus 26:41). Aí estão algumas expressões do ensino de Jesus sobre o dever de orar sempre, sem esmorecer.

            Há que se lembrar da parábola do Juiz iníquo e da viúva insistente, em Lucas 18:1-8: O historiador da Igreja dos tempos apostólicos, Lucas, é preciosista, no que diz e no como o diz: “Bem sei que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa…” (versículos 4 e 5). Lucas sensível e inteligente historiador, já caracterizara aquele Juiz, dizendo que ele “não temia a Deus, nem respeitava a homem algum”, (versículo 2). É revelador que existissem agnósticos nos dias de Jesus.

O agnosticismo, diz o Novo Dicionário Aurélio: “É a doutrina que ensina a existência de uma ordem de realidade incognoscível, que seria a metafísica”.

O agnóstico considera fútil a metafísica. “O agnosticismo é uma posição metodológica pela qual só aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidência lógica satisfatória”. Voltemos ao texto de Lucas.

 

I – APRENDEMOS A INSISTIR COM

DEUS EM ORAÇÃO

 

            Não se trata de vencer pelo cansaço, mas sim de pedir o que é bom, justo e verdadeiro. Sim, Jesus disse, aplicando a Parábola da viúva insistente e do Juiz prepotente: “Porventura, não fará Deus justiça aos escolhidos, que a Ele chamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?”

            A petição precisa ser para o bem e justa. Será atendida, segundo a vontade de Deus e no tempo de Deus.

            Toda parábola ou comparação, tem seus limites. No caso do Juiz da parábola, não se deve levar longe demais as comparações. Sim, a atitude insistente da oração e o fato de que “o Juiz julgou a causa”.

            Conta-se que um grupo de Juízes, Advogados e Desembargadores esperavam o elevador aglomerados junto à porta do mesmo. Chegou o elevador e os juízes entraram logo e subiram. Um dos Advogados comentou: “Esses juízes, pensam que são deuses” o que dirá dos Desembargadores?”

Um advogado experiente teria dito: “Vocês sabem a diferença entre o Juiz e o Desembargador?” o interlocutor disse, prontamente: “Ambos pensam que são deuses!” O velho advogado sorriu, suave e sarcasticamente, e disse: Não, não! Não é bem assim! “O Juiz pensa que é deus, mas o Desembargador tem certeza”. Estórias à parte, continuemos aprendendo a orar com Jesus e com a Bíblia.

 

II – SE JESUS, QUE É O FILHO DE DEUS

OROU, QUANTO MAIS NÓS!

 

            Precisamos ler mais a Bíblia e orar, se quisermos crescer, espiritualmente; quando o crente lê a Bíblia, Deus está falando com ele; e quando ora, ele está falando com Deus. E deste diálogo entre Deus e o homem; do céu para a terra; e da terra para o céu, que os problemas e as angústias são resolvidos e ficam para trás.

            Uma vida de oração e de testemunho na unção do Espírito Santo é o segredo de uma vida cristã vitoriosa.

            Jesus orou, devemos nós orar também. Orar com fé, não duvidando. Ele nos ensina, em Marcos 11:24, falando sobre o poder da fé, “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco”. Esta é uma descoberta tão maravilhosa, que mudou a vida de oração e o Ministério do Dr. Paul Yong-Cho- hoje conhecido como “David Young-Cho – da Full Gospel Church, a Igreja do Evangelho Pleno, na Coréia do Sul.

            Em João 15:7, Jesus revela a mim e a você: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”.Meu irmão e minha irmã, busquemos uma vida de maior intimidade com Deus!

            Outro segredo da minha vida de oração é tudo fazer para agradar a Deus, mesmo quando algumas pessoas tentam desestabilizar a nossa vida com Deus e tirar-nos do sério, Deus não nos tem permitido cair em tentação. O segredo é simples, porque é de Deus e está na Sua Palavra: “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37:4).

 

III – A VIDA DE ORAÇÃO PRECISA TER CONTEXTO NA

COMUNHÃO DOS SANTOS

 

Estamos pensando em Atos 2:42, o estilo de vida dos novos convertidos no primeiro século, era completa:

            1º) Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos. Ser firme na fé e fiel às doutrinas bíblicas, que, no Novo Testamento, têm respaldo apostólico: Apóstolos bíblicos, que se enquadram nos moldes de Atos 1:21 e 22 e que tenham realizado milagres. Quem tem vida com Deus, vive na fé e pela fé, usufruem da intimidade do Senhor, que não é para quem quer e sim pra quem Deus concede.

            2º) Perseveraram na comunhão dos santos. Ou seja, estavam, no Corpo de Cristo, na Igreja. Tinham vida com Deus e com os irmãos. A comunhão com Deus reflete-se na comunhão com os irmãos. A Bíblia ensina e a Igreja crê e professa: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (I João 4:21 e 22).

            3º) “Perseveravam no partir do pão”. O partir do pão refere-se ao “ágape”, a refeição do amor, que antecedia à celebração da Ceia do Senhor e referia-se à própria Ceia, momento climax do culto, da adoração, da vida comunitária dos primeiros convertidos, a Ceia do Senhor é também chamada de Comunhão: com o Senhor Jesus Cristo e com os irmãos.

            4º) Perseveravam nas orações: Oração é entrar na presença de Deus, é entrar na sala do trono e ter uma percepção espiritual da adoração do céu.

 

IV – PRECISAMOS SER PERSEVERANTES

EM TUDO, NÃO SÓ NA ORAÇÃO

 

            Sim, amados, sermos perseverantes e abundantes na obra do Senhor, nas horas de tribulação e nos tempos difíceis que estamos vivendo.

            É fácil “regozijar-se na esperança”. A esperança é uma espécie de fé no sobrenatural, a fé alia ao sobrenatural a nossa ação: orar + ação, juntos. Orar em favor de…é estar envolvido em…

            Já ser paciente na tribulação, não é nada fácil. Andamos todos sem paciência. A paciência tem seus limites. Evite levar o seu irmão, familiar ou amigo para além dos limites da tolerância e da paciência: as conseqüências podem ser imprevisíveis. A orientação pastoral é: ore, trabalhe, colabore. Não fique parado.

 

APLICAÇÕES PRÁTICAS

 

1º) Quando o seu momento for muito difícil, entre na presença de Deus e não saia dali. À sombra do Onipotente você e eu, teremos tempos de refrigério.

 

2º) Ore com fé, em nada duvidando.

 

3º) Ao orar, veja o problema já resolvido, a pessoa já curada, a bênção já a caminho.

 

4º) Orando, creia que já recebeu e será assim com você, diz a Bíblia. Leia de novo, Marcos 11:24; ligue com o Salmo 37:4 e com João 15:7.

 

5º) Ancore-se nas promessas de Deus, e espere grandes coisas do nosso grande e maravilhoso Deus: permita a Deus, surpreendê-lo e seja agradecido.

 

Em oração

 

 

Ver. Guilhermino Cunha

 

Pastor da Igreja