A Lei e a Graça

 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
CAPÍTULO 5.VI

 

VI – A LEI E A GRAÇA

 
A mais evidente e admirável divisão da Palavra da Verdade é, sem dúvida alguma, a que diz respeito à Lei e à Graça, esses dois princípios, que são opostos entre si, caracterizamas duas mais importantes dispensações    a judaica e a cristã.

            “Porque a lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (João 1:17).

            Essa afirmativa., entretanto, não quer dizer que antes de Moisés não existia nenhuma lei ou que antes de Jesus Cristo não havia graça e verdade.

A proibição feita a Adão de não comer da árvore da ciência do bem e do mal (Gênesis 2:17), não passava de uma lei e certamente a graça foi mais docemente manifesta, quando o Senhor Deus foi em busca das suas criaturas que haviam pecado, para cobrir a sua nudez com túnicas de peles de animais (Gênesis 3:21), que constituem um maravilhoso tipo de Cristo, “que foi feito para nós, por Deus, justiça” (I Coríntios 1:30). A lei, como parte da revelação da vontade de Deus, e a graça, como parte da bondade de Deus, sempre existiram, como vemos abundantemente testificado nas Escrituras. Mas “a lei”, quando assim aparece mencionada na Bíblia, foi dada por Moisés e dominou e caracterizou o período  que existiu entre o Sinai e o Calvário. Da mesma forma, a graça está dominando, ou dando o seu caráter específico à dispensação que começou no Calvário e há de terminar com o arrebatamento da Igreja.

            É da mais vital importância observar, entretanto, que as Escrituras, em qualquer dispensação,  jamais misturaram ou confundiram esses dois princípios – Lei e Graça. A lei sempre tem o seu lugar e a sua função bem distintos e inteiramente diversos dos da graça. A lei é Deus proibindo e exigindo A graça é Deus suplicando e dando. A lei é o ministério da condenação. A graça é o do perdão. A lei amaldiçoa. A graça redime da maldição. A lei mata. A graça dá vida.

A lei fecha toda a boca diante de Deus. A graça abre a boca para louvá-Lo. A lei afasta o culpado para bem longe de Deus. A graça o conduz para bem perto de Deus. A lei diz: “Olho por olho e dente por dente”. A graça diz: “Não resistais ao mal, mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:38,39). A lei diz: “Aborrecerás o teu inimigo. A graça diz: “Amai vossos inimigos, bendizei aos que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e perseguem”” (Mateus 5:43,44). A lei diz: “Fazei e vivei”. A graça diz: “Crede e vivei”. A lei nunca teve um missionário. A graça deve ser pregada a toda e qualquer criatura. A lei condena totalmente o melhor homem. A graça justifica, graciosamente, o pior ser humano (Lucas 23:43; Romanos 5:8; I Timóteo 1:15; I Coríntios 6:9-11). A lei condena totalmente o melhor homem.

A graça justifica, graciosamente, o pior ser humano (Lucas 23:43; Romanos 5:8; I Timóteo 1:15; I Coríntios 6:9-11). A lei é um sistema de favor. A lei apedreja uma pobre pecadora. A graça diz: “Nem eu te condeno”. Vai-te em paz e não peques mais” (João 8:11). Sob a lei, a ovelha morre pela mão do pastor. Sob a graça, o pastor morre pela ovelha.

            Em toda a parte das Escrituras, a lei e a graça – que notamos em muitos ensinos da atual dispensação, tanto prejudica a um como ao outro, porque a lei é despojada do seu terror e a graça da sua liberdade.

            O estudante da Bíblia deve observar que lei, quando aparece nos escritos do Novo Testamento, sempre significa a lei dada por Moisés (Romanos 7:23 – seja a moral, como é chamada, ou os dez mandamentos, seja a cerimonial – que pode mencionar: algumas vezes somente os mandamentos e outras somente o cerimonial. Entre as passagens bíblicas que se referem à primeira classe (toda a lei) estão: Romanos 6:14; Gálatas 2:16 e 3:2. E entre as que dizem respeito à segunda classe (os mandamentos) estão: Romanos 3:19 e 7:7-12. E entre as que se referem à terceira (cerimonial) temos: Colossenses 2:14-17.

            Devemos lembrar também que na lei cerimonial estão guardados Omo relíquias, os maravilhosos tipos – as extraordinárias prefigurações das Pessoa e obra do Senhor Jesus, como Sacerdote e Sacrifício, como no Tabernáculo (Êxodo, capítulos 25 a30 e sacrifícios levíticos (Levíticos capítulos 1 a 7, que devem constituir a maravilha e o deleite do homem espiritual.

            Muitas expressões dos Salmos, que ficariam sem qualquer explicação. Se compreendidas exclusivamente pelo “ministério da morte, gravado com letras em pedras” (II Coríntios 3:7), são esclarecidas, quando interpretadas como se referindo a Cristo ou ao que Ele remiu.

             “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação de dia e de noite” (Salmo 119:97).

            No que se refere à relação que existe entre a lei e a graça, três são os erros que têm perturbado a Igreja de Cristo.

1 – ANTINOMISMO – que é a negação de toda e qualquer lei para a vida dos crentes. É a afirmação de que, por havermos sido salvos pela livre graça de Deus, sem nenhum mérito, não nos é exigido que vivamos vidas santas. “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-No com as obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda a boa obra” (Tito 1:16).

“Porque se introduziram alguns, que já dantes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Judas 4).

2 – CERIMONIALISMO – em sua primitiva forma, determina que os crentes observem as ordenanças levíticas. “Então, alguns que haviam descido da Judéia, ensinavam aos irmãos dizendo: Se vós não vos circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos” (Atos 15:1). A forma moderna desse erro é o ensino que declara serem as ordenanças  cristãs essenciais à salvação.

3 –  GALACIONISMO– É o erro que confunde a lei com a graça, ou o ensino que afirma que a justificação é em parte pela graça e em parte pela lei ou, ainda, que declara que a graça é dada para auxiliar o pecador, impotente e desamparado, a guardar a lei. Contra esse erro, que é o mais pernicioso de todos, os avisos solenes, a lógica incontestável e a declaração enfática da epístola aos crentes da Galácia, eis a resposta conclusiva de Deus: “Só queria saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? (Gálatas 3:2,3). “Maravilho-me de que tão depressa passásseis dAquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. Que não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que vós mesmos, ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1:6-8).A seguir, apresentaremos um resumo das Escrituras sobre essa tão importante questão. Nas passagens bíblicas que se seguem, há referências apenas à lei moral.

1 – O QUE É A LEI

            “Assim que a lei é santa e o mandamento é santo, justo e bom” (Romanos 7:12). “Porque bem sabemos que a lei é espiritual: mas eu sou carnal, vendido sob o pecado” (Romanos 7:14). “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22). “Porém nós sabemos que a lei é boa, se alguém usa dela legitimamente” (I Timóteo 1:8). “Ora a lei não é da fé” (Gálatas 3:12).

2 – O USO LEGAL DA LEI

“Que diremos pois? É alei pecado? De modo nenhum: mas eu não conheceria o pecado senão pela lei, porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás” (Romanos 7:7).( Ver também o versículo 13). “Por isso nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). “Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões” (Gálatas 3:19).

A lei tem apenas uma linguagem: “tudo o que a lei”. Quando ela fala, é somente para condenar.

“Porque aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição, porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da Lei, para fazê-las”  (Gálatas 3:10).

“Porque qualquer que guardar a lei e deslizar em um só ponto, é culpado de todos” (Tiago 2:10).

“O ministério da morte, gravado com letra de pedra…” (II Coríntios 3:7).

“Porque se o ministério da condenação” (II Coríntios 3:9). “Eu, em algum tempo, vivia sem lei, mas vindo o mandamento, reviveu o pecado e eu morri” (Romanos 7:9). “E a força do pecado é a lei” (I Coríntios 15:56).

            É evidente, pois, que o propósito de Deus em dar a lei, depois que os homens viveram 25 séculos sem ela (João 1:17; Gálatas 3:17), outro não foi senão levar primeiramente ao homem culpado o conhecimento do seu pecado e, depois, mostrar-lhe o desamparo em que se encontrava diante das suas justas exigências. A lei é, portanto, inteira e exclusivamente, o ministério da condenação e da morte.

3 – O QUE A LEI JAMAIS PODE FAZER

            “Porque nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20).“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, havemos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei; portanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16). “Não aniquilo a graça de Deus: porque, se a justiça provém da lei segue-se que Cristo morreu debalde” (Gálatas 3:21). “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé” (Gálatas 3:11). “Porque o que era impossível à lei, porquanto estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, e, pelo pecado, condenou o pecado na carne” (Romanos 8:3).

“E de tudo o que pela lei de Moisés não pudestes ser justificados n’Este é justificado todo aquele que crê (Atos 13:39).

“Porque a lei nenhuma coisa aperfeiçoou e a introdução de uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus” (Hebreus 7:19).

4. O CRENTE NÃO ESTÁ DEBAIXO DA LEI

            No capítulo 6 da Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo, depois de ensinar a doutrina da identificação do crente com Cristo em Sua morte, de que o batismo é o símbolo, versículos 1 a10, inicia o versículo 11 apresentando os princípios que devem reger o andar do crente ou a sua regra de vida. Esse é o assunto dos 12 versículos seguintes. O versículo 14 apresenta o grande princípio da libertação – não da culpa do pecado, que foi apagada pelo sangue de Cristo – mas do domínio do pecado, da sua escravidão sob ele.

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas da graça” (Romanos 6:14).

            Para evitar que o crente seja levado a aceitar a monstruosa doutrina do Antinomismo, que afirma que não é o mais importante levar ele uma vida de piedade, o Espírito diz:

Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas da graça? De modo nenhum” (Romanos 6:15)

            A isto, certamente que todo coração regenerado dirá: Amém.

            A seguir Paulo, no capítulo 7 da carta aos crentes de Roma, revela um outro princípio da libertação da lei.

            “Assim que, meus irmãos, também vós estáveis mortos para a lei pelo Corpo de Cristo, para que sejais de outro, dAquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus. Porque quando estávamos na carne, as paixões do pecado que são da lei, obraram em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora estamos livres da lei, estando mortos para aquilo em que estamos retidos, para que sirvamos em novidade de espírito e não na velhice da letra”  (Romanos 7:4-6).

            Que isso que anteriormente ficou dito não se refere à lei cerimonial, está claro no versículo 7.

            “Porque eu pela lei estou morto para a lei, para viver para Deus” (Gálatas 2:19). “Porém, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei serviu de aio para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo do aio” (Gálatas 3:23-25).

“Porque bem sabemos que a lei é boa, se alguém usa dela legitimamente: sabendo isto, que a lei não foi posta para o justo” (I Timóteo 1:8,9).

5. QUAL É A REGRA DE VIDA PARA O CRENTE?

“Aquele que diz que está nEle, também deve andar como Ele andou” (I João 2:6).

“Conhecemos a caridade nisto: que Ele deu a sua vida por nós e nós devemos dar a vida pelos irmãos” (I João 3:16). “Amados, admoesto-vos, como peregrinos e forasteiros, a que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (I Pedro 2:11 – ver também os versículos 12 a 23).

“Rogo-vos, pois,eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que sois chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Efésios 4:1,2).

“Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados. E andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:1,2).

“Porque dantes éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: andai como filhos da luz” (Efésios 5:8).

“Vede como andai prudentemente, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são mas” (Efésios 5:15,16). “Digo, porém: Andai em espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5:16).

            “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu fiz, façais vós também“ (João 13:15).

 “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor” (João 15:10).

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12).

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama” (João 14:21).

“E qualquer coisa que lhe pedirmos, dEle a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos as coisas agradáveis a Ele. E o seu Mandamento é este: que creiamos nome de Seu Filho Jesus Cristo e nos amemos uns aos outros, como nos deu mandamento” (I João 3:22,23).,

            “Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o SENHOR: “porei as minhas leis em seus corações e as escreverei em seus entendimentos” (Hebreus 10:16).

            Uma bela ilustração deste princípio pode ser observada no amor materno. A lei do Estado exige que os pais cuidem da sua prole e apresenta certas penalidades para os que forem negligentes no cumprimento dos seus deveres.

Mas o Estado está saturado de mães felizes, que ternamente tratam de seus filhos, ignorando a existência de leis que as obrigam a cuidar dos filhos, porque tais leis estão gravadas nas tábuas dos seus corações.

            É instrutivo, nessa conexão, recordar que o local determinado por Deus para serem guardadas as tábuas da lei foi dentro da arca do testemunho.

Com elas se encontravam “o vaso de ouro que continha o maná e a vara de Arão que floresceu (tipos: um, de Cristo, o nosso pão para o deserto, e, outra, da ressurreição, sendo que ambos falavam da graça), enquanto estavam escondidos dos olhos humanos pelo propiciatório de ouro, sobre o qual era aspergido o sangue da expiação. Os olhos de Deus só podiam ver a sua lei quebrada pelo sangue que satisfaz plenamente a Sua justiça e propiciou a sua ira” (Hebreus 9:4,5).

            Ficou reservado para os legalistas modernos o retirarem debaixo do propiciatório e do sangue expiador essas tábuas e erguê-las nas igrejas evangélicas como a regra para a vida cristã.

 

6. QUE É A GRAÇA?

            “Mas quando apareceu a benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador,  para com os homens…segundo a sua misericórdia” (Tito 3:4,5). “Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas de sua graça pela sua benignidade para conosco em Jesus Cristo” (Efésios 2:7).

“Mas Deus recomenda o seu amor para conosco, esse que Jesus morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

7 – QUAL É O PROPÓSITO DE DEUS NA GRAÇA?

            “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus.Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (Tito 2:11-13).

“Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna” (Tito 3:7). “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5:2).

“Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra de sua graça, o qual é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados” (Atos 20:32).

“Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo sangue, a saber, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, para sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16).

            Como é a graça completa e como compreende tudo !

            Ela salva, justifica, edifica, dignifica, redime, perdoa, outorga uma herança, concede uma posição diante de Deus, provê “um trono de graça, a fim de que possamos alcançar misericórdia e auxílio. Ela nos ensina a viver e concede-nos uma bem-aventurada esperança !

            Pelo exposto, concluímos que a lei e a graça jamais podem ser misturadas ou confundidas..

            “E se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. E se é pelas obras, já não é pela graça; de outra maneira, a obra já não é obra” (Romanos 11:6).

           “Ora, aquele que obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.Mas aquele que não obra, mas crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Romanos 4:4,5. Ver também Gálatas 3:16-18; 4:21-31)

            Em conclusão:

            “De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre” (Gálatas 4:31). “Porque não chegastes ao monte que se não podia tocar, ao fogo incendido, à escuridão, às trevas, à tempestade, ao sonido da trombeta, à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais, porque não podiam suportar o que lhes mandava; se até uma besta tocar o monte, será apedrejada ou passada com uma flecha. E tão terrível era a visão que Moisés disse: “Estou assombrado e tremendo. Mas chegastes ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, á Jerusalém celestial e aos muitos milhares de anjos, à assembléia geral e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus e a Deus, o Juiz de todos e aos espíritos dos justos aperfeiçoados e a Jesus, o Mediador do Novo Testamento e ao sangue da aspersão, que fala melhores coisas do que o de Abel” (Hebreus 12;18-24). Não é, pois uma questão de separar o que Deus falou do Sinai em Lei Moral e Lei Cerimonial.

            Muito bem, afirmou o velho Bunyan:

“O crente está, agora, pela fé no Senhor Jesus, abrigado sob uma justiça tão perfeita e abençoada que a lei tonante do Monte Sinai não pode encontrar a menor falta ou diminuição dele, A isso chamamos – a justiça de Deus sem a lei”.

            Mesmo aos olhos do incrédulo, ele é afetuosamente exortado a aceitar a verdadeira sentença de que a lei que violou é santa e justa: “Porque não há diferença: todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:22,23). Em Cristo achará ele uma perfeita e eterna salvação, pois está escrito: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Romanos 10:9), “porque o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4).

 

 

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