Apocalipse – Revelação de Deus

CAPÍTULO 1:1- 8

 

APOCALIPSE – REVELAÇÃO DE DEUS

ENSINOS

 

  

 

“Revelação de Jesus” quer dizer Cristo revelando-se ou fazendo algo para nossa instrução: “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na ver elação de Jesus Cristo” (I Pedro 1:7,13). O segredo do Senhor é para os que O temem “A ti, SENHOR, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio, não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos” (Salmo 25:1); “Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelado aos pequeninos”; “Então se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é concedido. Pois aos que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; por que vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem” (Mateus 11:25; 13:10-13); “Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16:17).

Quando temos um coração sincero e humilde, todas as parábolas e profecias nos são bem compreensíveis: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15; “As cousas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei: (Deuteronômio 29:29); “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10); “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” (João 7:17); “mas, como está escrito: Nem olhos, viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim, também as cousas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuítamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo cousas espirituais com espirituais.

Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as cousas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (I Coríntios 2:9-16).

Ainda, no capítulo 1, versículo 1 “…as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo”.

Aqui não é dito que as coisas reveladas iam começar logo, nem que seriam realizadas de uma só vez, tampouco com alguma demora; mas compreende-se que será cumprida toda esta escritura de acordo com os eventos: Pedro declara: Está próximo o fim de todas as cousas (I Pedro 4:7); Tiago afirmou: “A vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:8). De acordo com estas expressões, ainda há muitas coisas preditas que não aconteceram: Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém” (Apocalipse 1:7); “e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus” (Apocalipse 21:10). Para elas chegará o dia de se cumprirem.

Do versículo 3 “Bem-aventurado aquele que lê,e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas…”

            É grandemente abençoado o que lê (atenta para a Palavra de Deus). “Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos” (Provérbios 4:20); porque será guardado do erro e de toda sorte de pecados em sua vida “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119:11). “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mateus 22:29). A Palavra de Deus é uma lâmpada: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos” (Salmo 119:105) que ilumina o nosso caminho. É escudo para os que confiam no Senhor. “Toda palavra de Deus é pura, Ele é escudo para os que nele confiam” (ver Provérbios 30:5); é espada bigúmea, que penetra até a divisão da alma e do espírito (Isaías 49:2 “fez a minha boca como uma espada aguda, na sombra da sua mão me escondeu; fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua aljava”); Hebreus 4:12 “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração). É fogo e martelo que esmiúça a penha (Jeremias 23:29 “Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?” É a boa semente (Lucas 8:11) “Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus”; I Pedro 1:23 (“pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente).

É espírito e vida (João 6:63 “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”)

É a verdade (II Samuel 7:28 “Agora, pois, o SENHOR Deus, tu mesmo és Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens prometido a teu servo este bem”; Salmo 119:142 e 151 “A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade”; -“Tu estás perto SENHOR, e todos os teus mandamentos são verdade”; João 17:17 “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”. É a água que lava; João 3:5

“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”; Efésios 5:26 “para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”; Tito 3:5 “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”;

Hebreus 10:22 (“aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura”).

Purifica o pecador para ser salvo; é doce ao paladar!

‘Melhor do que o licor dos favos e do que se pode desejar” (Jó 28:15-19 “Não se dá por ela ouro fino, nem se pesa prata em câmbio dela. O seu valor não se pode avaliar pelo ouro de Ofir, nem pelo precioso onix, nem pela safira.

O ouro não se iguala a ela, nem o cristal; ela não se trocará por jóia de ouro fino; ela faz esquecer o coral e o cristal; a aquisição da sabedoria é melhor que a das pérolas. Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro”.

A Palavra de Deus permanece para sempre: (Salmo 119:89 “Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu”; Isaías 40:8 “seca-se a erva, cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente”; Mateus 24:34,35

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”.

            “…porque o tempo está próximo”

Nunca antes presenciamos a angústia das nações, em perplexidade, como Agora: (Lucas 21:25,26 “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das cousas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados”

O interesse do mundo está voltado para as coisas inteiramente materiais: (Mateus 24:38 “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se manifestar”). E dentro de todos os prismas sociais e políticos, e não há quem busque a Deus: (Romanos 3:11,12, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer”).

“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Tem-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não ha sequer um (Salmo 14:1-3), e se interesse pela pregação da Palavra (Isaías 53:1 “Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” leia (João 12:38,39; Romanos 10:16).

Na própria Igreja o amor já é escasso (Mateus 24:12 “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos”) e os grandes males se sucedem (I Timóteo 4:12 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por ,obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” – II Timóteo 3:1-9 “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” – II Timóteo 3:1-9 “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões. Que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade, São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles”). Isso não obstante a boa e agradável advertência do Senhor (Mateus 24:13 “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” – Lucas 21:34-36 “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com As conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo e, para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas cousas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem”).

            Nós afirmamos que o tempo está próximo e convidamos o leitor a conhecer os seguintes sinais que evidenciam a segunda vinda do Senhor Jesus:

1. As inúmeras religiões surgidas no mundo, antes da sua volta (Mateus 24:23,24; Lucas 21:18).

2. A manifestação da apostasia (II Tessalonicenses 2:1-12; e I Timóteo 4:1-3).

3. A extrema corrupção que atingirá o mundo nos últimos dias (ver II Timóteo 3:1-9).

a – avarentos (Filipenses 2:19-21; I Pedro 2:3; Judas 17,18);

b – sem afeto natural (Romanos1:18-32);

c – traidores (II Pedro 2:10,13,14);

d – Com aparência de piedade (Tito 1:11,16).

4. A manifestação dos escarnecedores (II Pedro 3:3,4; Judas 18)

5. O princípio das dores (Mateus 24:6-8); sinais nas nações (versículo 9); perseguição contra os fiéis (versículos 10-12); falta de amor, escândalos e heresias no seio da igreja.

6. A evangelização na sua maior força (Atos 1:7,8); Cristo acompanha Seus discípulos (Marcos 16:15-20); Jesus envia (Atos 13:41; Romanos 10:18) e a obra de evangelização é efetuada.

7. A volta do povo de Israel para a sua terra.

SUA DISPERSÃO: Israel – Reino do Norte, por Sargom, rei da Assíria, Em 722 a.C. (II Reis 17:5,6,23,24); JUDÁ – Reino do Sul, por Nabucodonosor rei da Caldéia, em 587 a.C. (Jeremias 52); e ENTRE AS NAÇÕES, por Tito, general romano em 70 d.C. (Deuteronômio 4:27; Ezequiel 22:15; 36:16-23; Lucas 21:20,24)

SUA VOLTA – [de Judá] – (Ezequiel 24:11-13; 36:24-38; 37:21,22). ISRAEL DADO COMO SINAL: “a figueira” – advertência para os crentes (Mateus 24:32; Lucas 21:29,31). A PROMESSA DE DEUS – (Romanos 11: 25-27).

8. Os sinais dos céus (Lucas 21:25,26) [ sinais evidentes em nossos dias]

 

Versículo 4 – “João, às sete igrejas que estão na Ásia…”

 

A mensagem foi dirigida às sete igrejas locais então existentes e, de acordo com a situação que cada uma enfrentava, o Senhor lhes deu a necessária advertência. Mas aqui, estas sete igrejas representam, simbolicamente, a IGREJA DE DEUS durante a presente dispensação, isto é, desde o Pentecoste até a segunda vinda do Senhor Jesus. São em número de sete, porque o tempo está dividido em sete períodos ou dispensações, onde cada fase corresponde à situação espiritual da Igreja em determinado período.

O número SETE é símbolo de perfeição ou plenitude, e é um número sagrado.

“SETE é um dos algarismos empregados no processo de calcular, sem ligação alguma com assuntos religiosos. Era, contudo, um número considerado sagrado pelos hebreus e por outros povos de raça semítica, entre os quais se contam os arianos da Pérsia e até mesmo os gregos. Encontrar-se esse número na descrição do templo da Sabedoria (Provérbios 9:1), nas sete tranças da cabeleira de Sansão, consagrado a Deus (Juízes 16:13,19), nas vítimas que eram sacrificadas na violação do pacto (II Samuel 21:6,9), e nas ovelhas que serviam para confirmar o tratado entre Abraão e Abimeleque (Gênesis 21:23-30).

A idéia de que o número sete deriva o seu caráter da soma três, mais o número quatro, é pura fantasia. Considera-se número sagrado porque Deus o empregou na contagem dos luminares postos no firmamento; o Sol, a Lua e os cinco planetas, as fases da lua renovam-se de sete em sete dias. Todos estes fenômenos servem para confirmar a sagração do número sete. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou” (Dicionário Bíblico, de John D. Davis).

 

“…Graça e Paz Seja Convosco…”

 

Palavras de ânimo para todos os filhos de Deus. A palavra “graça” lembra-nos o amor divino e as bênçãos imerecidas do passado e do presente; bênçãos que nunca nos faltarão no futuro (ler Tito 2:11). O termo “paz” sempre nos fala daquele que é a nossa paz e que sobre a cruz fez a paz em nosso favor. Por Ele temos agora paz com Deus, porque Ele nos justificou (Isaías 32:17; João 14:27; 16:33; Romanos 5:1; Efésios 2:14; Colossenses 1:20); é a paz de Deus que domina os nossos corações e nos proporciona alegria perene (Filipenses 4:4; vide Colossenses 3:15).

A invocação da paz foi sempre uma saudação entre os homens, através dos tempos (Gênesis 43:23; Daniel 4:1; I Samuel 25:26), e Jesus nos dá este exemplo, ao saudar seus discípulos com a paz (Lucas 24:36). Assim desejamos permanecer, conforme os ensinos do Senhor, a fim de mantermos entre nós a grande saudação – A PAZ DO SENHOR (Mateus 10:12,13; Lucas 10:5,6), que é a mesma saudação apostólica (II Coríntios 13:13; Efésios 6:23; I Pedro 5:14).

 

“…da parte daquele que é, que era, e que há de vir e dos sete espíritos que estão diante do trono…”

Quem é Deus? – “Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”:

 

1 – DEUS É ESPÍRITO – (João 4:24);

2 – DEUS É ETERNO – (Êxodo 3:14; Deuteronômio 33:27; Salmo 90:2; I Timóteo 1:17);

3 – DEUS É IMUTÁVEL EM SEU SER – (Salmo 102:27; Malaquias 3:6; Tiago 1:17)

4 – DEUS É SABEDORIA (Salmo 104:24; Romanos 11:33; Efésios 1:8)

5 – DEUS É PODER – (I Crônicas 29:12; Salmo 62:11);

6 – DEUS É SANTIDADE – (Salmo 99:9; Isaías 6:3);

7 – DEUS É JUSTIÇA – (Salmo 145:17; Daniel 9:14; I João 1:9);

8 – DEUS É BONDADE – (Salmo 23:6; 31:19; 52:1; Mateus 19:17);

9 – DEUS É VERDADE – (Salmo 100:5; 146:6; II Timóteo 2:13);

10 – DEUS revela-se a Si mesmo, faz-se conhecer e proclama o Seu nome (Êxodo 3:15; 6:2; 34:5-7).

Dos pastores Alcebíades Pereira Vasconcelos e Geziel Nunes Gomes, em seus estudos na Escola Bíblica em São Cristóvão (RJ), no período de 5 a 19 de julho de 1971, temos os principais nomes pelos quais Deus é conhecido nas Escrituras Sagradas:

1 – EL – Este nome designa Deus como o Forte, o Primeiro, o Poderoso, a Origem de tudo. A primeira citação deste nome ocorre em Gênesis 14:18. Aparece 220 vezes em toda a Bíblia Sagrada.

2 – ELOHIM – Traduz Deus, cuja palavra está no plural. Refere-se ao Senhor como CRIADOR e ADMINISTRADOR DO UNIVERSO. Literalmente, ELOHIM significa “o que põe o poder para fora” (Gênesis 1:1; 2:3). Este nome aparece 2.701 vezes na Bíblia, principalmente nos livros de Deuteronômios e Salmos.

3 – ELOAH – É singular de ELOHIM; fala e define DEUS como o único Deus (Salmo 18:31);

4 – ELAH – Corresponde ao nome ELOAH da língua hebraica. ELAH é um nome de origem caldaica e aparece na Bíblia cerca de 75 vezes, nos livros de Esdras e Daniel. Interpreta Deus como vivo e verdadeiro.

5 – JEOVAH – É traduzido por Deus ou Senhor. Encontra-se registrado cerca de 6.437 vezes nas Escrituras Sagradas e expressa a autoridade de um Deus auto-existente. Tem a sua origem no verbo SER em hebraico: IWVH. Inclui os três tempos: passado, presente e futuro: “Ele que era, que é e que há de vir” (Êxodo 3:14; 6:3,4). Este é o nome nacional entre os judeus. Existem várias composições do nome de Deus nas quais aparece JEOVAH:

a –  JEOVAH – HOSSEU, o Senhor que nos criou (Salmo 95:6);

b –  JEOVAH – JIRÊ, o Senhor que provê (Gênesis 22:14);

c –  JEOVAH – SHALOM, o Senhor que é paz – (Jeremias 6:24);

d –  JEOVAH – RAFA, o Senhor que nos cura (Êxodo 15:26);

e –  JEOVAH – ELOHEKA, o Senhor teu Deus (Deuteronômio 16:1);

f –   JEOVAH – NISSI, o Senhor nossa bandeira (Êxodo 17:15);

g –  JEOVAH – RAHA, o Senhor meu pastor (Salmo 23:1);

h –  JEOVAH – SAMÁ, o Senhor está aqui (Ezequiel 48:35);

i –   JEOVAH – EL, o Senhor que é Deus de verdade (Salmo 31:5);

j –   JEOVAH – TSIDEKENU, o Senhor nossa justiça (Jeremias 23:6)

 

6 – ADONAY – Este termo vem do vocábulo ADON, que significa Senhor em hebraico. O sentido de ADON é “MEU SENHOR”. Define Deus como mestre, senhor e dono de seu povo. A palavra ADONAY sugere o seguinte conceito:

 

  1. autoridade (Ezequiel 16:3);
  2. poder (Isaías 61:1);
  3. deidade (Salmo 35:23);
  4. reverência (Daniel 9:3);
  5. responsabilidade (Isaías 6:8-11);
  6. posse ou parentesco (Salmo 16:2).

 

A REVELAÇÃO DA TRINDADE

 

Não cremos em três deuses e sim em um só Deus, conforme Efésios 4:4-6. Deus constitui-se a si mesmo essencialmente UNO (Deuteronômio 6:4; Isaías 44:6; I Coríntios 8:4; Tiago 2:19), porém manifestamente TRINO. Deus é uma Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A ação da Trindade revela-se na Bíblia clara e insofismavelmente. Vejamos os textos e comparemos as expressões:

Gênesis 1:16 – “Façamos”, !nossa”.

Gênesis 3:22 – “E como um de nós”

Gênesis 11:5,7 “Desçamos e confundamos”

Em Isaías 7:14 lemos:

1.   O Espírito Santo fala pelo profeta;

2.   Fala em nome do Senhor ;

3.   Dá o sinal – o nascimento do Filho;

Em Isaías 63:9,10 lemos:

1. Deus angustiado;

2. O anjo de sua face, o Filho;

3. Contristaram o Espírito Santo.

Em Mateus 3:16,17, lemos:

1.   O Filho sendo batizado;

  1. O Espírito Santo vem sobre Ele em forma corpórea de pomba;
  2. O Pai, dos céus, aprovando o Filho.

Em Mateus 28:19, o batismo deveria ser feito;

1.   Em nome do Pai;

2.   Em nome do Filho;

3.   Em nome do Espírito Santo.

Em Lucas 24:49, lemos:

1.   O Filho promete enviar;

2.   A promessa do Pai;

3.   O Espírito Santo.

Em João 15:26. lemos:

1.   O Filho promete enviar;

2.   O Espírito Santo;

3.   Da parte do Pai.

Em II Coríntios 13:13, lemos:

1.   A graça de Jesus Cristo;

2.   O amor de Deus;

3.   E a comunhão do Espírito Santo.

Podemos dizer:

  1. que o Pai é Deus (Mateus 11:25; João 6:27; 8:41; Romanos 15:6; I Coríntios 8:6; Gálatas 1:1; 3:4; Efésios 4:6; I Tessalonicenses 1:27; I Pedro 1:2; Judas 1)
  2. que o Filho de Deus (Salmo 45:6; leia João 1:1,18; 10:30; 20:29; Atos 28; Romanos 9:5; Filipenses 2:6; Colossenses 2:9; Hebreus 1:8; II Pedro 1:1; I João 5:20). Ele se apresenta a Si mesmo como o Deus da Aliança (ver Gênesis 17:1-21; Êxodo 24:1-8; Hebreus 12:24; I Pedro 1:1,2; leia João 8:58; Hebreus 13:8). Examinaremos também Isaías 40:3; leia Números 21:5,6; Isaías 6:1-3; Joel 2:31,32; Lucas 1:76; João 3:28; Romanos 10:13; Apocalipse 6:16,17).
  3. que o Espírito Santo é Deus (Atos 5:3,4; I Coríntios 2:10,11; 3:16; Efésios 2:22).
  4. que o Espírito Santo é Deus (Atos 5:3,4; I Coríntios 2:10,11; 3:16; Efésios 2:22).

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são, pessoalmente, distintos um do outro, e entendem-se perfeitamente entre Si. Amam-se e honram-se mutuamente (Isaías 11:2; João 15:26; 16:13,14; 17:8,18,23; I Coríntios 2:10,11). Contudo, há um só Deus e dizemos não só que cada Um é Deus, mas que Um é o mesmo Deus.

Os sete Espíritos. Isso significa a perfeição da Onipotência, Onipresença e Onisciência de deus”.

Versículo 5 – “E da parte de Jesus Cristo…”

Disse o ano a José: “E chamarás o seu nome JESUS; porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21). DIsse o anjo a Maria: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome JESUS” (Lucas 1:31). JESUS significa Salvador (Atos 4:12; 5:30,31); CRISTO, MESSIAS, UNGIDO (Mateus 16:16,20; Marcos 8:29;; João 1:41).

“…que é fiel testemunha…”

Cristo é a fiel testemunha em contraste com todos os outros que falharam: Abraão (Gênesis 12:10; 20:1-18); Moisés (Números 20:7-12); Davi (II Samuel 11:1-27); porém Jesus jamais errou (João 8:46; leia João 8:14,29; Apocalipse 19:11). Alguns ilustres pregadores firmam a sua mensagem em João 19:23,24, quando declaram a integridade de Jesus. “A sua túnica não tinha costura” – sua vida também não tinha emendas.

Vejamos o que os apóstolos afirmam: PEDRO – “O qual não conheceu pecado, nem na sua boca se achou engano” (I Pedro 2:22); JOÃO – “Nele não há pecado” (I João 3:5); PAULO – “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Corintos 5:21); “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós…” (Gálatas 3:13). Ele é a fiel testemunha.

“…O primogênito dos mortos…”

O primeiro que penetrou na ressurreição da vida (I Coríntios 15:20-23; ver Colossenses 1:18). O ressurgimento do filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-17); da filha de Jairo (Luc as 8:40-42, 49-56); de Lázaro (João 11:1-4); e outros apontados nos evangelhos, foram apenas uma demonstração da parte de Deus, como sinal, para trazer muitos à fé (Lucas 16:31; João 12:9,11,17,18); houve neles uma ressurreição parcial, porque não foram poupados de morrerem outra vez (João 12:10), porque somente Cristo é a ressurreição e a vida (João 11:15,26).

“…o príncipe dos reis da terra”

Coube a Jesus a promessa feita por Deus a Davi: “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti a tua semente, que sair das tuas entranhas e estabelecerei o teu reino. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” (II Samuel 7:12,16). [ Esta bênção está confirmada nas seguintes referências: Isaías 55:4; Daniel 2:44; 7:14,27; Obadias 2:1; Miquéias 4:7; Lucas 1:31,33; Apocalipse 11:15 ]

“…Aquele que nos ama…”

Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13). O Pai nos demonstrou o Seu grande amor, ao conceder Seu bendito Filho para morrer por nós (João 3:16). Jesus provou a consagração do mesmo amor, pois voluntariamente deu a Sua vida por nós (João 10:11,17,18; leia Isaías 53:7,8,12; Hebreus 2:9); e disso vemos a prova no Jardim do Getsêmani, quando Cristo foi preso (João 18:5-8).

Se o Senhor não quisesse sofrer a morte, ninguém conseguiria prendê-lo. Aqui na Terra o Senhor amou os Seus até o último momento de Sua vida, não obstante ter entre os Seus discípulos um Judas Iscariotes (João 6:70; 13:1; 17:12). Agora, no Céu, Jesus continua a amar e a dar provas desse amor (Isaías 49:15,16; João 13:34).

“…e em seu sangue nos lavou dos pecados…”

Sem derramamento de sangue não há remissão de pecado (Hebreus 9:22). O sangue representa a vida (Deuteronômio 1:23; Levítico 17:14); e pelo pecado é exigida a vida: “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Esta era a condição em que se encontrava a humanidade, porque todos pecaram (Romanos 3:23). Assim, o derramamento do sangue é sinal típico da expiação do pecado.

Por isso, Deus, para beneficiar os homens, instituiu o sacrifício de animais pelo pecado do homem (Levítico 16 e 17), cujo sangue era derramado sobre o altar para expiação pela vida (Levítico 17:11), o qual servia apenas para cobrir o pecado (Salmo 32:1; Romanos 4:6,7).

Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado eterna redenção. Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza duma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”(Hebreus 9:11-14).

Cristo é o nosso “Cordeiro Pascoal”, o substituto legal dos homens, figurativamente imolado “desde a fundação do mundo”. Leia Êxodo 12:3; Isaías 53:7; Atos 8:32. Ele é representado pelo cordeiro substituto de Isaque (Gênesis 22:13), e é o nosso “Cordeiro de Deus que tira (não cobre) o pecado do mundo” ver (João 1:29). Ele foi imolado por nós e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados” (Isaías 53:4-9; Efésios 1:7; I Pedro 1:18,19).

 

VERSÍCULO 6 – “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai;a Ele glória e poder para todo o sempre. Amém”

O propósito de Deus para com Israel era ter o Seu povo separado e santificado tão-somente para Si (Levítico 20:26, comparar Deuteronômio 10:15; Êxodo 19:5,6), mas Israel não obedeceu à palavra do Senhor (Salmo 81:8-16), e por isso perdeu a bênção (Deuteronômio 4 e 28; II Samuel 7:23) que lhe estava destinada (Êxodo 19:6). Deus a deu a outra nação (Isaías 55:5), que resgatará dentre todos os povos, línguas e nações (Romanos 9:22-26; I Pedro 2:10), constituindo-a sacerdócio real e nação santa, para o seu louvor (I Pedro 2:5,9; Hebreus 7:5,23,24).

 

VERSÍCULO 7 – “Eis que vem com as nuvens…”

Deve-se distinguir entre esse evento visível e o Arrebatamento da Igreja (I Tessalonicenses 4:17), que será em secreto (Mateus 24:36-42).

Fatos que acontecerão no ARREBATAMENTO (rapto):

  1. Cristo vem de repente (Mateus 24:27; Lucas 17:26-30.
  2. Vem como relâmpago (Lucas 17:24). Isso caracteriza o momento do rapto (só para a igreja)
  3. Vem como ladrão de noite (Mateus 24:42-44; I Tessalonicenses 5:2; Apocalipse 11:15), a fim de significar a maneira do raptor: silencioso, momentâneo.
  4. No mesmo momento haverá:

a. A ressurreição dos que morreram em Cristo (I Tessalonicenses 4:13,14). Jesus levantar-se-á da direita do Pai Eterno e todos os santos que estão no Paraíso “Deus os tornará a trazer com Ele” (versículo 14). Enquanto Cristo se dirige como um relâmpago (Lucas 17:24) aos ares, para ali recepcionar a Igreja (Apocalipse 22:12), os santos que já estão na glória virão à Terra para que se efetue a ressurreição de seus corpos (I Coríntios 6:14; compare Romanos 6:5 com I Coríntios 15:35, 36-43). { Estes versículos devem ser lidos parceladamente}.

Todos receberão um corpo igual ao de Jesus (compare Filipenses 3:21 com I Coríntios 15:48,49; Hebreus 2:14,17; I João 3:2).

b. A transformação dos fiéis vivos (I Tessalonicenses 4:15-17). “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar com o Senhor” (versículo 17). Será um acontecimento excessivamente rápido (I Coríntios 15:51-54). Os fiéis subirão para estarem com o Senhor (Lucas 17:34-36), enquanto os infiéis e desobedientes ficarão para receberem o pagamento de sua ingratidão (leia Mateus 7:21-23; 25:11-13; Romanos 2:6-11)

Cristo, no rapto, vem para os Seus santos (João 14:3,18); mas, na Sua manifestação em glória, vem com os Seus santos (Zacarias 14:4,5; Colossenses 3:4; I Tessalonicenses 3:13; Judas 14). O rapto será secreto e momentâneo, mas na sua manifestação em glória “todo molho o verá” (Atos 1:11).

…e todo olho o verá, mesmo os que o traspassaram…

Como repressão à manifestação do Anticristo, Jesus aparecerá nas nuvens (Daniel 7:13; Mateus 24:29,30; 26:64), acompanhado de um grande cortejo desde o Céu (Apocalipse 19:14), o qual tomará parte na grande vitória sobre a Besta e o Falso Profeta (Apocalipse 16:14-16; 19:19-21). Depois seus pés pisarão no monte das Oliveiras (Zacarias 14:4), que se partirá ao meio para formar um grande vale onde serão reunidas as representações das nações que ainda sobreviverem, Estas entrarão em juízo com o Senhor (Joel 2:13). Como Ele diz: “…por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra” (Joel 3:2). Cumpre-se aí Mateus 25:31-46 e I Tessalonicenses 1:7-10),

“…e todas as tribos das terras se lamentarão sobre Ele.Sim.Amém

Lamentar-se-ão os pecadores que o rejeitaram e também os judeus que o traspassaram. Então, estes o reconhecerão e arrepender-se-ão (Zacarias 12:10 – 14; 13:6).

Façamos a comparação entre José e Jesus:

José (aumentador) é um tipo de Cristo:

  1. Ambos eram objetos do amor do Pai (Gênesis 37:3; Mateus 3:17; João 3:35; 5:20)

2. A sabedoria de ambos foi negada por seus irmãos (Gênesis 37:8; Mateus 21:37-39; Lucas 19:14)

3. Ambos eram odiados por seus irmãos (Gênesis37:4; João 15:25).

4. Seus irmãos conspiraram para os matar (Gênesis 37:18; Mateus 26:3,4)

5. José foi, em figura, morto por seus irmãos como o foi Cristo (Gênesis 37:24; Mateus 27: 25-37).

6. Ambos se tornaram uma bênção entre os gentios e ganharam uma esposa gentia (Gênesis 41:45; Efésios 5:25-27)

7. José reconciliou seus irmãos consigo mesmo e depois os exaltou; assim acontecerá com Cristo e seus irmãos judeus (Gênesis 41:1-15; vide Romanos 11:1,15, 25,26)

 

VERSÍCULO 8 – “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, o que há de vir, o Todo-Poderoso”

Alfa é a primeira letra do alfabeto grego e Ômega a última. Ele é de A a Z; Jesus e todas as letras entre as duas. Por Ele foram feitas todas as coisas (João 1:3; leia Isaías 41:4), que há no Céu e na Terra. Visíveis e invisíveis, sejam tronos, dominações, principados, potestades, tudo foi feito e criado por Ele e para Ele. (Colossenses 1:16-18).

Foi Ele que começou e terminou (Hebreus 12:2), ao estabelecer e também salvar o que havia criado (Filipenses 2:5-8; Hebreus 1:1-3).

CAPÍTULO 1:9-20

 

Versículo 9 – “Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição,                      e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo…”

João não aceitou qualquer título; era apenas companheiro de todos os irmãos (II Coríntios 3:1,2; Filipenses 1:7; II Timóteo 1:8); “Aqui não diz reino e glória de Jesus Cristo, mas reino e paciência de Jesus Cristo” (Romanos 8:17; II Timóteo 2:12; Apocalipse 14:12). Na verdade o Reino manifestar-se-á em glória (Apocalipse 19:11-16; ler Salmo 45:6,7; Hebreus 1:3,8), mas Deus já colocou à Sua destra o Seu Filho, e Jesus agora espera, pacientemente, por aquele momento, quando o Senhor porá todos os Seus inimigos por escabelo de seus pés (Salmo 2:7-9; 110:1-2; Hebreus 1:12; 2:9,10).

“…estava na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo”.

“PATMOS (hoje Palmosa), ilha da Ásia Menor, no mar Egeu, com 40 km de superfície e 3.000 habitantes. Solo acidentado, vulcânico, pouco fértil, com alguma cultura de oliveiras, figueiras e limoeiros. Patmos é célebre pelo exílio do apóstolo João no governo de Domiciano (imperador romano). Aportou, segundo a tradição chamada PHORA e foi morrer em Éfeso, após ter escrito o Apocalipse, numa gruta chamada hoje pelo nome deste livro, onde se faz peregrinação.

Perto desta localidade está a “Escola Grega” com uma sala onde se encontra uma inscrição posterior ao reinado de Alexandre relativa a jogos públicos. Também há o ‘Mosteiro de São João’ com uma biblioteca fundada em 1088 e construída à semelhança de uma fortaleza, com seus muros ameaçados, onde há curiosas obras.

Em volta do mosteiro, agrupam-se as ruas tortuosas da capital da ilha” (Enciclopédia e Dicionário Internacional).

VERSÍCULO 10 – “Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor…”.

Certamente aconteceu com João, à semelhança do que sucedeu com Pedro (Atos 10:10), ou com Paulo (II Coríntios 12:2). No momento da oração foi tomado pelo Senhor.

Nós entendemos “dia do Senhor”, o domingo, o primeiro dia da semana, por ser o escolhido pelos primitivos cristãos para se consagrarem ao Senhor (Atos 20:7; I Coríntios 16:2); dia da ressurreição de Cristo (Mateus 28:1; Marcos 16:2; Lucas 24:1; João 20:1); dia preferido por Jesus para as Suas manifestações aos discípulos (João 20:19,26).

Não se trata aqui, absolutamente, do sábado, o sétimo dia da semana, mesmo que Deus o haja denominado “meu santo dia” (Isaías 58:18), porque ele foi dado como sinal ao povo de Israel (Êxodo 31:12-17; Ezequiel 20:12,20), na dispensação da Lei, e nunca houve a expressão “dia do Senhor”, para referir-se ao sábado, entre o povo judeu. Agora, João estava bem lembrado, quando ele mesmo testemunhou no sepulcro de que Cristo ressuscitara dentre os mortos (João 20:1-8); por isso deu ênfase ao domingo, para determinar assim o primeiro dia da semana. Cremos que nesse dia, conforme o costume dos cristãos primitivos de realizar cultos de louvor ao Senhor, João lembrara-se de seus irmãos da Igreja de Éfeso, da qual era pastor; e cheio de emoção e verdadeiro cuidado e sentimento de amor pelos seus queridos, curvou os joelhos, com o rosto em terra, para pedir ao Senhor em favor de tão amada congregação. Foi justamente quando orava com ardor e súplica que alguém lhe falou:

“…e ouvi detrás de mim uma grande voz como de trombeta…”

Aqui lembra a convocação para comemorar o ano do jubileu (Levítico 25:8,9) e a partida das hostes israelitas para levantar acampamento (Números 10:2-7); enfim, como em todos os acontecimentos, era usada a trombeta (Números 10:8-10).

Também lembra a vinda do Senhor para o Arrebatamento da Igreja (I Tessalonicenses 4:16; ler Mateus 24:31).

Versículo 11 “…que dizia: O que vês, escreve-o num livro…”. Muitos afirmam que Deus nada escreveu para o nosso ensino, e a Bíblia é simplesmente um livro dos homens. Mas, à luz das escrituras, verifica-se o contrário: o Senhor entregou a Moisés as duas taboas da Lei, feitas e escritas pelo próprio Deus (Êxodo 31:18; 32:15,16; Deuteronômio 9:10); além disso, o Senhor usou os Seus agentes para escreverem (Êxodo 34:27; Jeremias 30:2; ler João 5:46). Jesus não rabiscou à toa na terra (João 8:6), mas naquele momento ante a acusação à mulher adúltera, quis demonstrar a série de pecados dos acusadores, ao registrá-los na areia.

Ele não somente riscava, como dizem alguns, mas escrevia mesmo! E aqui o Senhor ordena que João anote (Apocalipse 2:1,12, 18; 3: 1,7.14; 21:15).

“…e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia; a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira; e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia”.

João estava velho e muito cansado; sofrera as mais duras perseguições; com certeza sentia a aproximação da morte. A vida parecia-lhe finda e julgava que nada mais poderia fazer.

Agora, exilado naquela ilha para morrer, não tinha mais esperança; porém o Senhor não pensava como ele (Isaías 55:8,9); e quando estava naquela aflição, e orava em favor dos seus queridos, Jesus deu-lhe nova missão e entregou-lhe outra responsabilidade: “O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia”.

Ele teria muito que fazer agora e para isso precisava viver ainda muito .tempo. As cartas às sete igrejas foram dirigidas a congregações locais, conforme já descrevemos. Nelas temos um quadro profético sobre a Igreja na Terra até a vinda do Senhor. Corresponde este período – ÀS COISAS QUE SÃO.

 

VERSÍCULO 12 “E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro”; João contemplou sete castiçais de ouro, que são as sete Igrejas (versículo 20), em primeiro plano nesta importante visão. Sempre os servos de Deus tiveram revelações: Jacó viu a Deus no seu exílio (Gênesis 28:10-17; 32:22-30); Moisés, na sarça ardente (Êxodo 3:1,2); Ezequiel, junto ao rio Quebar (Ezequiel 1:1); Elias ouviu a voz mansa e delicada do Senhor (I Reis 19:12,13); Daniel viu “o ancião de dias” (Daniel 7:9; ler Daniel 10:4-21).

 

VERSÍCULO 13 – “e, no meio dos castiçais, um semelhante ao Filho do Homem…

Os castiçais de ouro representam sete igrejas. Cristo está no meio de Sua Noiva (entre todas as igrejas locais do mundo), afim

de alimentá-la com o óleo de

Sua graça (ler Zacarias 4:1-5, 11-14); Ele está onde estiverem dois ou três reunidos em Seu nome (Mateus 18:20), a fim de cooperar com a Igreja na realização da grande obra (Marcos 16:20; ler Mateus 28:20)…vestido até aos pés de uma veste comprida…”

O linho puro significa a “justiça dos santos”. Aqui, o Senhor apresenta-se à semelhança de um homem (Daniel 10:5,6; 12:6,7).

“…e ungido pelo peito com um cinto de ouro”

O apóstolo Paulo diz: “Estai pois firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade” (Efésios 6:14); e Isaías declara: “E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a verdade o cinto dos seus rins” (Isaías 11:5). Com essa indumentária Cristo apresenta-se a João.

 

VERSÍCULO 14 – “E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como                               a neve…”

Jesus e o Pai são UM (João 10:30; 17:21); aqui, o Senhor apresenta-se a João da mesma maneira que “o ancião de dias” a Daniel (Daniel 7:9). Sua cabeça e cabelos brancos bem demonstram estar nele a eterna experiência da verdade.

“…e os olhos, como chama de fogo;”

Jesus e o Pai são UM (João 10:30; 17:21); aqui, o Senhor apresenta-se a João da mesma maneira que “o ancião de dias” a Daniel (Daniel 7:9). Sua cabeça e cabelos brancos bem demonstram estar nEle a eterna experiência da verdade.

“…e os olhos, como chama de fogo;”

Jesus é “Onisciente” (Mateus 9:4; 12:25; Lucas 6:8; I Coríntios 3:20). Os seus olhos perscrutadores penetram em toda a parte e ninguém poderá fugir de sua presença (Apocalipse 2:2,9,13,19; 4:1,8,14; ler Filipenses 4:5).

 

VERSÍCULO 15 – “e os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha…”

Isaías, o chamado profeta messiânico, pelos seus vaticínios ligados à vida De Jesus, antevê-O como “o Servo Sofredor” (Isaías 42). O cordeiro memorial da páscoa era morto e sua carne assada no fogo (Êxodo 12:5,8,9), para tipificar o sofrimento do verdadeiro Cordeiro de Deus (João 1:29; I Pedro 1:18,19; ler também Isaías 53)

“e a sua voz, como a voz de muitas águas”.

A voz que ordena (Gênesis 1:3), a voz que desperta a Igreja para o Arrebatamento (I Tessalonicenses 4:16).

 

VERSÍCULO 16 “E Ele tinha na sua destra sete estrelas…”

Aqui indica autoridade suprema (Daniel 7:14; Mateus 28:18; ler Mateus 11:27; João 13:3; Atos 2:36; Romanos 14:19; I Coríntios 15:27; Filipenses 2:9-11; I Pedro 3:22). Cristo tem em Suas mãos a direção dos anjos ou pastores da Igreja militante.

“…e da boca saía uma aguda espada de dois fios…”

Da Sua boca saía a palavra e o seu tipo era semelhante a uma espada bigúmea (dois gumes) (Hebreus 4:12). A mesma mensagem Ele tem colocado na boca de Seus servos (Isaías 49:2; ler I Coríntios 10:4,5).

“…e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.”

Como um homem de dores, no dia de Sua morte seu rosto ficou desfigurado mais do que outro qualquer (Isaías 52:14); agora Ele resplandece como o sol da justiça e traz salvação para todos os povos (Mateus 4:2; Efésios 5:14). “Porque Deus, que disse que das trevas resplandece em nossos corações para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (ver II Coríntios 4:6; ler Salmo 84:11).

 

VERSÍCULO 17 – “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último…”

Diante do Senhor nenhuma carne pode resistir. A mesma coisa aconteceu com Daniel (8:18; 10:9,10); (Ezequiel 1;28); e muitos outros que tiveram o privilégio de contemplar a presença de Jesus glorificado (Atos 9:3,4). Mas a Sua mão confortadora animou o apóstolo.“Não temas, eu sou contigo” (Gênesis 26:24), disse o Senhor a Jacó (ler Isaías 51:12; Salmo 27:1,2). Cristo disse assim, a fim de lembrar que Ele permanece para sempre:

“Eu sou o Primeiro e o Último”.

 

VERSÍCULO 18 – “…e o que vive…”

A encarnação do Senhor Jesus não deu origem à Sua existência, mas veio manifestar a vida que á existia (João 1:4; 11:25; Romanos 16:25,26; I João 1:2). Não foi com o nascimento de Cristo em carne que começou a Sua existência:

“Porque Ele é antes de todas as coisas” (Colossenses 1:17); “Ele estava no principio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:2,3).

“…fui morto…”

A morte, o salário do pecado (Romanos 6:23), não podia ter domínio sobre Jesus. Era necessário que Ele, voluntariamente, desse a Sua vida (ler Mateus 27:50; Marcos 15:37; Lucas 23:46; João 19:30).

“Mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém!…”

Exclamação triunfante da vitória: “Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 15:54-57); “Mas agora, Cristo Ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (I Coríntios 15:20; ler João 5:28,29 e Romanos 4:9).

Vitória completa, perfeita e eterna.

A morte e ressurreição de Jesus não são um mito nem uma forma aparente de padecimento, mas uma realidade. Seus sofrimentos, com todas as agruras que passou (ver Isaías 50:6; Lamentações 1:120 e Sua morte e paixão (ver Isaías 50:6; Lamentações 1:12) e Sua morte e paixão (João 19:30-32), como Seu sepultamento e ressurreição (Lucas 24:36-49; João 20:1-10), foram uma realidade e nunca um mito. Quando lemos Lucas 24:36-46, vemos que Ele não ressuscitou em um corpo fluídico, como querem ensinar hereticamente, mas com o mesmo que possuía. Ele ressuscitou dentre os mortos, da mesma maneira como ressuscitarão os fiéis em Sua vinda.

“…E tenho as chaves da morte e do inferno”.

A morte relaciona-se com o corpo, enquanto que o Hades (inferno transitório), com a alma ou espírito. O vocábulo chaves dá idéia de autoridade ou direito de posse. Satanás não mais tem o poder da morte (Hebreus 2:14).

 

VERSÍCULO 19 – “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

            Esta é a divisão dada pelo Espírito Santo ao livro. Nenhum outro modo de estudá-lo surte o efeito desejado. Nenhum outro modo de estudá-lo surte o efeito desejado. O maior problema é arranjar a cronologia de acordo com esta divisão lógica e perfeita.

 

VERSÍCULO 20 – “O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais que viste, são as sete igrejas”.

Esta é a interpretação dos versículos 15 e 16 (castiçais e estrelas). Como princípio fundamental do livro, Cristo revela-Se à Sua Igreja por intermédio das sete cartas dirigidas às sete igrejas locais, então existentes na Ásia Menor.

Cada uma se refere a um período por que a Igreja passou e passará, do Apocalipse à vinda do Senhor Jesus.

 

 

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