AS QUATRO PRIMEIRAS CARTAS

CAPÍTULO 2:1- 29

 

AS QUATRO PRIMEIRAS CARTAS:

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeira Carta (2:1-7).

 

ÉFESO – Termo que significa “desejado”, ou seja, a Igreja como objeto do amor de Cristo. Corresponde à Igreja no fim da idade apostólica, quando o primeiro amor começou a arrefecer, motivado pelos sofrimentos e provas feitas contra os maus obreiros, que já começavam a aparecer.

ÉFESO – Cidade da Lídia, na costa ocidental da Ásia Menor, na embocadura do rio CAISTER. Nela se encontrava o templo da famosa DIANA, que os gregos identificavam como a deusa ARTHEMIS.

Quando Paulo fez a sua viagem a Jerusalém, já no fim de sua segunda viagem missionária, foi ligeiramente a Èfeso, pregou na sinagoga e deixou Áquila e Priscila naquela cidade, para continuarem a evangelização (Atos 18:19,21). Quando fez a terceira viagem trabalhou ali, pelo menos dois anos e três meses, e só saiu da cidade por causa do tumulto levantado por Demétrio, fabricante de nichos de Diana, que se viu prejudicado na sua indústria de ourivesaria pela pregação de Paulo (Atos 19:1-41; ler I Coríntios 15:22; 16:8; II Timóteo 1:18) [Dicionário J. D. Davis].

VERSÍCULO 1 – “Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro”.

O SENHOR sustenta com a Sua destra as estrelas (pastores) e anda no meio dos castiçais de ouro (igrejas), a fim de indicar que Ele e não outro o que deve e quer dirigir tanto os pastores como as igrejas, movendo-os à Sua vontade. Não foi aos anjos (seres celestiais) que Deus confiou a obra de redenção ou de salvação da humanidade (I Pedro 1:12), mas aos homens, como continuadores do trabalho iniciado por Jesus. A eles o Senhor enviou (Mateus 28:20; Marcos 16:15-20), como suas testemunhas (Atos 1:8), e mandou que “em seu nome se pregasse o arrependimento era remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24:47). O Senhor chamou e enviou, como continua a chamar e enviar, os homens para a Sua obra (Lucas 10; ler João 4:1-30, 39-42).

Porém, Ele sustenta com a Sua destra os pastores (estrelas), e requer que cada um seja digno de ser testemunha e apto no seu ministério. Vejamos:

Um ministro (reverendo, pastor) de Deus, precisa ser:

  1. Nascido de novo (João 3:3-6; II Coríntios 5:17; I Pedro 1:23; II Pedro 1:4);
  2. Humilde – (Mateus 11:9; Atos 20:19; Filipenses 2:10; 3:18:19);
  3. Fiel (Salmo 101:6; I Coríntios 4:1,2; Apocalipse 2:10; leia Daniel 3);
    1. na vida pública e nos negócios (Daniel 6:4; Romanos 12:17; Tessalonicenses 4:11,12; I Pedro 4:14-16;
    2. na administração financeira (II Reis 12:13,15)
    3. na administração espiritual (Lucas 16:10-12; I Pedro 4:10,11);
  4. Idôneo [capacidade moral] (Atos 6:3);
  5. De boa reputação e cheio do Espírito Santo e de sabedoria (Êxodo 18:21; II Crônicas 3:5; 26:5; Tiago 1:5)
  6. Integro (Jó 1:7,8; 2:3; Isaías 41:13);
  7. Abnegado (Filipenses 2:20,21; I Timóteo 6:9-12)

Deus procura homens que coloquem o mundo nas condições morais de Sua vontade. Porém, o Senhor tem um plano para cada indivíduo na face da Terra (Ester 4:14; ler Juízes 13:3-5). Procura homens que O conheçam (ler Isaías 1:3; Jeremias 8:7; 9:23,24; I João 2:4). Homens que sejam segundo o seu coração, ver Atos 13:22;; ler Gálatas 2:20. Homens que vão para onde Ele mandar (Mateus 3:4; Lucas 1:17; João 1:6,17; leia Gênesis 12:1-3).  Quem estará disposto a pagar o preço? (Mateus 14:3-11; ler II Timóteo 4:7,8). Poderá, cada um de nós, responder como fez Isaías: “Eis-me aqui? (Isaías 6:8). O pastor ou ministro deve ser o exemplo do rebanho (João 13:15; I Timóteo 4:12; Tito 2:7) e nunca ter domínio sobre o rebanho (Mateus 20:25-28; I Pedro 5:3).

A palavra “ministro” significa servo dos servos (ler Filipenses 1:1) ou servo de todos (I Coríntios 9:19). Paulo considera-se “servo” [escravo do amor] (ler Atos 16:7; Romanos 1:13,14; I Coríntios 9:16); “servo de Deus” (Tito 1:1). Isto é a prova de submissão e obediência. Um servo de Deus é abnegado e persistente em servir (ler Gálatas 2:20). Deus chama os Seus ministros para uma vida de piedade (I Timóteo 6:3; Tito 1:1; Hebreus 12:28). Esta doutrina é a prática da conformação ou resignação em Cristo. Exemplo: Lucas 18:9-14. A piedade penetra no ministério da fé (I Timóteo 3:16; II Pedro 1:3). Aqui, o Senhor tem na Sua destra os pastores, os quais significam domínio e direção.

 

VERSÍCULO 2  “Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência…” Já sabemos que o Senhor é Onisciente e tudo está claro e bem patente aos Seus olhos (Hebreus 4:13; ler Salmos 1:6; 33:13,14; 90:8; 139:11,12). O Senhor não nos desampara nas nossas lutas e dificuldades (Hebreus 13:5). e se houver em nós a paciência necessária ao bem-estar da obra para a qual somos comissionados, Ele nos recompensará (II Timóteo 2:11-13).

“e que não podes sofrer os mas; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos…”

Devemos sofrer e suportar com o máximo amor as fraquezas do nosso próximo (Romanos 15:1,2; Gálatas 6:1,2). Mas nunca devemos nos tornar sócios no erro de alguém, a fim de agradá-lo (I Coríntios 6:9,10; Efésios 5:5-7; ver também I Timóteo 1:9-11), e sim andar com sabedoria para com os que estão de fora (Efésios 5:15-17; Colossenses 4:5). Nunca devemos compactuar com os erros e heresias dos chamados falsos irmãos (Romanos 16:17,18; I Coríntios 5:9 – 13; II Tessalonicenses 3:6,14,15). Precisamos ter todo cuidado com a doutrina (Tito 2:1,7; II Timóteo 3:14) e nunca aceitar os falsos ensinadores (Gálatas 1:8,9), pois sabemos que os tais são obreiros fraudulentos, transfigurados em apóstolos de Cristo (II Coríntios 11:13-15; ler II Pedro 2:1-3, 10-22).

 

VERSÍCULO 3 “…e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste”

Todo o nosso esforço na obra de deus tem uma recompensa (I Coríntios 3:8; ver 15:58; ler Apocalipse 22:12). Diz o Senhor pelo profeta: “Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem ma recompensa” (II Crônicas 15:7). “Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos, não temais, eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; Ele virá e vos salvará” (Isaías 35:4).

Disse Jesus, no grande sermão do monte: “E, como vós quereis que os homens vos façam, da mesma forma lhes fazei vós também. E, se amardes os que vos amam…E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem…E, se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo” (Lucas 6:31-34).

 

VERSÍCULO 4 “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade” (amor).

Cristo menciona não menos de nove virtudes que achou na igreja de Éfeso, mas nem por isso podia deixar de destacar a falta do primeiro amor (caridade = amor em ação) de seu povo (Jeremias 2:2).

Toda decadência que se verifica na igreja tem como motivo inicial a falta que se exprime nas palavras: “…deixaste a tua primeira caridade”. Os que têm deixado o primeiro amor são:

  1. Os que servem a Deus só exteriormente (João 4:20-24);
  2. Os que não mais sentem temor de pecar, pois consideram as coisas que são insignificantes, sempre com um “não faz mal”. Exemplo: Davi com Bate-Seba (II Samuel 11); Acã em Ai (Josué 7); Adão ao comer o fruto proibido (Gênesis 3:6);
  3. Os que nada sentem ao se ausentarem dos cultos (Hebreus 10:25);
  4. Os que voltam para junto dos antigos companheiros (I Coríntios 15:33,34);
  5. Os que não oram em secreto e descuidam-se dos cultos domésticos (ver Josué 24:15; Isaías 55:6);
  6. Os que não se esforçam por levar o próximo a Cristo (I Coríntios 9:16,17;            II Timóteo 5:2);
  7. Os que não se sacrificam em prol da causa de Cristo (Romanos 12:1);
  8. Os que rejeitam o Senhor por serem semelhantes aos companheiros do mundo (I Samuel 8:7).

Uma pergunta sincera aos irmãos em Cristo: Qual é a sua condição perante            Cristo?

 

VERSÍCULO 5. “Lembra-te, pois, de onde caíste…?

O Senhor nunca repreende nem pune o culpado, sem primeiro advertí-lo de seu erro, (Gênesis 6:5,7: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. E disse o Senhor: Destruirei de sobre a face da terra o homem que criei, desde o homem até ao animal, até o réptil, e até a ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito!”).

            Deus revelou-se a Noé, o qual “achou graça aos olhos do Senhor” (Gênesis 6:8) e por instrumentalidade dele, Deus proclamou durante 120 anos (ler Gênesis 6:3), a mensagem de exortação ao arrependimento, que foi rejeitada, razão pela qual veio o Dilúvio. Deus avisou o povo de Sodoma e Gomorra, por intermédio de Ló (Gênesis 19:9), mesmo ciente que não haveria arrependimento. Deus também usou Jonas, para lembrar Nínive do seu pecado; a mensagem foi aceita e deus revogou a sentença (Jonas 3). Assim, sempre o Senhor traz à memória o pecado do homem e oferece-lhe o perdão, antes de entrar com ele em juízo.

“…e, arrepende-te, e pratica as primeiras obras…

O arrependimento é a reflexão sobre o erro; é o reconhecimento do pecado. O arrependimento traz ao homem a repulsa contra o pecado e o firme propósito de corrigir-se. O apóstolo Pedro diz: “Arrependei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor” (Atos 3:19), O filho pródigo da parábola (Luc as 15:11-32), após refletir sobre o seu erro, compreendeu a maneira indigna como abandonara o lar paterno, teve verdadeiro horror ao pecado, e correu à casa de seu pai, a fim de pedir-lhe perdão. Um dos ladrões crucificados com Jesus (Lucas 23:39-43), ao sentir verdadeiro peso dos seus pecados, que lhe surgiram à memória, rogou a Jesus que o perdoasse, pois via o Filo de Deus receber impropérios da turba que O crucificava; mas o outro ladrão, seu companheiro de suplício, fazia coro com a multidão na mesma blasfêmia – “se tu és o Filho de Deus, salva-te a ti mesmo e a nós também”.

Entretanto, Jesus não disse sequer uma palavra de maldição ou condenação. O que se ouviu foi o Senhor perdoar e orar: “Pai, perdoa-lhes, que eles não sabem o que fazem”. É interessante notar que em todos os casos de arrependimento logo se evidencia o perdão (Isaías 55:7). Aqui o Senhor diz: “Arrepende-te e pratica as primeiras obras”. Obras são frutos (Mateus 3:8) e o Senhor espera que a Sua Igreja sempre proceda como nos primeiros dias de fé, “onde havia perseverança na doutrina dos apóstolos, na comunhão no partir do pão e nas orações”. Por essa demonstração de fé, “em toda alma havia temor, e muitos sinais de maravilhas se faziam pelos apóstolos” (Atos 2:42,43). Apresentemos pois, em nossas vidas, o fruto do Espírito (Gálatas 5:22).

“…quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependerdes”,

Isso aconteceu em muitas igrejas locais então existentes e ainda acontece em muitas outras nos nossos dias. Já dissemos que somente o Senhor deve dirigir tanto os pastores como as igrejas, a fim de movê-los à Sua vontade.

Deus tem mudado  de uma para outra parte, igrejas inteiras, tão-somente por falta da observância dos cristãos. Até algumas denominações o Senhor tem retirado de seu lugar tão importante e necessário, quer individual, quer coletivamente.

Enquanto formos fiéis, e permanecermos no centro da vontade de Deus, tudo será bênção; sermos bem-sucedidos e contaremos com a ajuda do Senhor (João 15:4-7; Colossenses 1:23; ler Tiago 4:8). Mas, se negligenciarmos a fé e começarmos a dar ênfase à nossa própria importância; se deixarmos o nosso eu aparecer em lugar de Deus, acercando-nos das conveniências do próprio mundo, então o Senhor também nos rejeitará para sempre (I Crônicas 28:9; ler Isaías 43:4,22-28).

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará” (Oséias 6:1); “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece, abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o esterco exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo” (I Samuel 2:6-8); “Vede agora, que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato e eu faço viver, eu firo e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão” (Deuteronômio 32:39; ler Jó 5:18-27).

 

VERSÍCULO 6 – “Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço

NICOLAÍTA: Denominação de uma seita cristã de gentios de Éfeso e Pérgamo, que rejeitou o parecer da assembléia em Jerusalém, a respeito da carne e da abstinência da fornicação (Atos 15:20,29). O termo vem de niko (subjugar) e laos (o povo ou leigos). Aquilo que em Éfeso eram obras tornou-se doutrina em Pérgamo. O nome Nicolau significa conquistador do povo; era natural de Antioquia e foi um dos sete diáconos (Atos 6:5). Pensam alguns escritores que ele se afastou da fé e foi chefe dos nicolaítas. (Pequeno Dicionário Bíblico).

 

VERSÍCULO 7 – “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus”. Primeira promessa ao vencedor: Terá direito de participar da árvore da vida, da qual o primeiro homem foi privado pela desobediência (Gênesis 3:22-24).

O pecado de Adão foi tão-somente a desobediência (ler I Samuel 15:22), através da qual ofendeu a Deus e fez toda a raça humana herdar a mesma sorte (Romanos 5:12). Porém, Cristo foi submetido à mesma prova (Mateus 4:1-11), como representante da humanidade, e venceu (Romanos 5:117-19).

Por isso, o Senhor Jesus pode prometer muito aos vencedores. Sobre a árvore da vida e da ciência do bem e do mal, conquanto haja intérpretes que as queiram considerar tão-somente como símbolos, e afirmam a inexistência de ambas como reais, desejamos apresentar a nossa opinião. Deus plantou arbustos que produziam frutos para alimentar os seres que habitavam no jardim (Gênesis 2:9).

Embora a árvore da vida e a da ciência do bem e do mal tenha o seu significado espiritual, isto não exclui a existência delas como reais nem decresce a sua finalidade.

Expliquemos: Deus usou muitas coisas materiais, como tipos, para apresentar as espirituais. Fez túnicas de peles para vestir Adão e sua mulher (Gênesis 3:21), a fim de significar as vestes da salvação (Isaías 61:10); mandou Moisés ferir, na primeira vez, a rocha, e falar a ela na segunda, para saciar a sede dos israelitas que marchavam pelo deserto (Êxodo 17:1-17; Números 20:7-11),e a rocha era Cristo (I Coríntios 10:4); mandou os israelitas comemorarem a páscoa no Egito; deviam eles para isso matar um cordeiro sem mancha alguma e prepará-lo no fogo, inteiro, além de pintarem com o sangue dele os umbrais das portas e vergas das janelas de suas casas (Êxodo 12). Esse cordeiro prefigurava o Cordeiro Pascoal (Isaías 53:7; João 19:4; I Coríntios 5:7), que deveria ser sem mancha alguma (I Pedro 1:19), preparado e assado no fogo (Apocalipse 1:15),  inteiro (Êxodo 12:46; Números 9:12; Salmo 34:20; João 19:31-36), cujo sangue serviria como escudo, proteção e livramento (João 11:29; Hebreus 9:12,14).

Moisés preparou uma serpente de metal e levantou-a numa haste, para que todo o israelita que fosse atingido pelas cobras venenosas, ao olhar para a serpente de metal, ficasse curado (Números 21:4-9); isso prefigurava a maneira como Cristo seria levantado (João 3:14; 12:32,33). E mais, o próprio Jesus usou dois emblemas materiais para significar espiritualmente a sua carne e seu sangue (Lucas 22:19,20; ler João 6:51-56).

Assim, são inúmeras as citações bíblicas que apresentam parábolas e muitas outras figuras, nas quais Deus usou as coisas materiais para simbolizarem as espirituais. A lição é espiritual e o sentido é simbólico, mas quem poderá negar que essas árvores não eram literais? Em Gênesis 2:9 lemos que deus plantou árvores e nelas estavam incluídas a da vida e a da ciência do bem e do mal.

Quem poderá provar o contrário à luz da Bíblia? O certo é que Adão perdeu a bênção (Gênesis 2:17; ler Gênesis 3:1-6), da qual somente os vencedores participarão (Apocalipse 22:2).

 

AMENIDADE

“VOCÊ QUE ESTÁ CHEGANDO AGORA, CRITICANDO

O QUE ESTÁ FEITO, DEVERIA ESTAR AQUI  NA

HORA DE FAZER.

Ass: “AQUELE QUE FEZ, QUANDO NINGUÉM SABIA COMO FAZER”.

 

SEGUNDA CARTA (2:8-11)

 

VERSÍCULO 8 – “E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu:” Esmirna corresponde ao segundo período da igreja, até o ano 316 d.C.

“SMIRNA, mirra, nome de uma substância aromática, que em hebreu se chama mor, e em grego smirna. A árvore que a produz cresça na Arábia; é um arbusto, de casca e madeira aromática; tem galhos curtos  e espinhosos, e folhas trifoliadas; produz uma fruta semelhante à ameixa” (Dicionário Bíblico de John D. Davis.

Essa foi a época da Igreja do sofrimento. Período de grande perseguição; de heresias trazidas pelos nicolaítas e pelos pretensos guardadores da Lei de Moisés. Esse período culminou com grandes perseguições por parte do Império Romano. A história registra dez perseguições movidas pelo paganismo dominante (versículo 10). No meio dos sofrimentos Esmirna ouve que há um Salvador “Primeiro” e “Ùltimo” (Salmo 90:2; Hebreus 13:8), o qual soube sofrer, “foi morto e reviveu”.

 

VERSÍCULO 9 – “Eu sei as tuas obras, e tribulações, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são; mas são a sinagoga de Satanás”.

Esmirna, uma igreja local, era um dos centros ministeriais e o lugar do martírio de Policarpo, separado para o episcopado por João. Ela ficou com as marcas das aflições, causadas pelos judeus, que levaram sobre seus próprios ombros a lenha para queimarem vivo o seu líder (Policarpo) em praça pública.

O Senhor não somente sabe o que sofremos, mas é Ele que nos dá ânimo para suportarmos as tribulações (João 16:33). Desde os primórdios da Igreja levantaram-se grupos de homens, pretensos guardadores da lei de Moisés, para perturbar o bom progresso e a felicidade da comunidade cristã (Atos 15:1,5,24).

Estes desejam ser judeus, porque se fazem guardadores da Lei e dizem-se também cristãos e não são nem uma coisa nem outra; constituem-se apenas uma denominação religiosa (sinagoga), cuja doutrina é contrária aos ensinamentos de Cristo (Romanos 6:15; Gálatas 5:4; ler Romanos 9:31,32 e Gálatas 2:21), pois não aceita a salvação exclusivamente pela fé em  Jesus (Efésios 2:4-10; ler Romanos 3:21-26 e II Timóteo 1:9). “A lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (João 1:17). “Logo, para que a Lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa havia sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro” (Gálatas 3:19; ler os versículos 16,21 e 22); “Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da Lei, e encerramos para aquela fé que havia de se manifestar, de maneira que a Lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados” (Gálatas 3:23,24; ler os versículos 8-11) e o capítulo 5:4).

A Lei durou entre o Sinai e Cristo 1.494 anos (Gênesis 3:23,24; ler os versículos 8-11) e o capítulo 5:4).

A lei durou entre o Sinai e Cristo 1.494 anos (Gênesis 4:4,5; ler Gênesis 3:15 e 49:10), e Jesus a cumpriu (Malaquias 2:5,6; Mateus 5:17), pois só Ele não a transgrediu (Romanos 10:14). Nós vivemos agora sob a “Lei de Cristo” (ler I Coríntios 7:22; 9:16-27; Romanos 1:14), e nele gozamos:

1. A “Lei da Liberdade” (Tiago 2:12; 1:25; ler João 8:31,32; Romanos 6:16-18;

Gálatas 5:1; I Pedro 2:16);

2. A “Lei do Amor” (João 13:34.35; 15:12; I João 2:7-11);

3. A “Lei da Fé” (Romanos 3:27-31; ler Hebreus 7:18,19);

4. A “lei do Espírito e Vida” (Romanos 8:2; ler Gálatas 2:19,20);

5. A “Lei da Compensação” (Lucas 6:38);

 

O MINISTÉRIO DA LEI EM CONTRADIÇÃO COM O MINISTÉRIO DA GRAÇA
1. A Lei diz: “Olho por olho” e dente por

dente” (Êxodo 21:23-25; Mateus 5:3).

1. A Graça diz: “Não resistirá ao Mal” (Mateus 5:39; Romanos 12:17; I Coríntios 6:7).
2. A Lei diz: “Aborrecerás o teu inimigo”

Deuteronômio 23:6; Mateus 5:43).

2. A Graça Diz: ‘Amai os vossos inimigos” (Mateus 5:44; Romanos 12;20).
3. A Lei exige: “Fazei e Vivei” (Levítico

18:5) [A segurança de Israel, tudo o

lhe diz respeito, consiste em fazer

algo para poder viver] (Neemias

9:29; Ezequiel 2:11; Gálatas 3:12).

3. A Graça diz: “Crede e Vivei” (João 11:40; Atos 16:31), para que pela fé recebamos a promessa do Espírito (Romanos 4:13-16; Gálatas 32:3-18).
4. A Lei foi dada por causa da trans-

gressão (Gálatas 3:19; I Timóteo

1:9,10; 5:13,20).

4. A Graça foi dada como promessa a Abraão e sua posteridade: CRISTO (Gálatas 5:3-18).

 

5. A Lei condena a melhor criatura (Salmo 14:1-3; 53:2,3; Romanos 3:10). 5. A graça justifica graciosamente a pior criatura (Lucas 23:43; Romanos 5:5-8; Efésios 2:8-10; I Timóteo 1:15).
6. A Lei opera a ira de Deus (Romanos 4:15). 6. A graça nos livra da ira de Deus (Isaías 54:8).
7. A Lei fecha toda a boca (Romanos 3:19). 7. A graça abre toda a boca (Marcos 16:15-18; Romanos 11:33-36; II Timóteo 4:1,2).
8. A Lei opera a morte (Romanos 7:4-11; II Coríntios 3:7). 8. A graça opera a vida eterna (João 5:24,39,40; Romanos 5:12-21; 6:23).
9. A Lei afasta o culpado para longe de Deus (Romanos 3:20; Gálatas 4:4; Tito 2:10). 9 .A graça conduz o homem para bem perto de Deus (Atos 13:38,39; Efésios 2:5-8, 11-19).
10. A Lei não justifica alguém diante de Deus (Atos 13:39; Romanos 3:20; Gálatas 4:4; Tito 3:5). 10. A graça nos justifica mediante a fé Romanos 3:21,28; 4:1-5; 5:1,2).
11. A Lei tornou-se uma maldição (Deuteronômio 27:26; Gálatas 3:10,13; ler Tiago 2:10). 11. A graça é uma bênção para o que crê (Gálatas 3:14).
12. A Lei é impotente para salvar (Romanos 8:3; Ler Gálatas 3:5-7). 12. A graça é salvadora ver (Efésios 2:4-9; Tito 2:11; II Coríntios 5:14 – 21).
13. A Lei é força do pecado (Romanos

4:15; 5:13; I Coríntios 15:56).

13. A graça nos livra do pecado (Romanos 6:14,15,22;I Coríntios 5:17).
14. A Lei nunca teve um missionário, era um regime nacional dado aos israelitas; era a Constituição de Israel, e nunca houve necessidade de ser outorga outros povos; 14. A graça é pregada a toda criatura (Mateus 28:19,20). A sua mensagem é universal. Ela tem missionários para anunciá-la em todo o mundo (Deuteronômio 31:10; Marcos 16:15,16; João 1:27,28; Romanos 10:14).
15. Sob a Lei a ovelha morria pela mão do pastor [sacrifício] vide Levítico 6:6; 4:32) – O sacrifício de Abel (Gênesis 4:4,6,7). 15. Sob a Graça, o pastor morre em lugar da ovelha  vide João 10:17,18).

 

VERSÍCULO 10 – “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias…”

As perseguições sofridas pela Igreja, que correspondem ao período de Esmirna, foram cruéis e sangrentas. Os imperadores romanos levantaram todas as suas forças para exterminar o Cristianismo, ao usarem de toda malignidade de que é capaz o homem; mas Deus usaria a tribulação e o grande sofrimento como provas de bênçãos para a Igreja que estava no seu segundo período de vida e desenvolvimento (ler Zacarias 13:9 e Lucas 22:31). O anúncio do sofrimento é prefaciado com uma palavra de encorajamento por parte do Senhor: “Nada temas das coisas que hás de padecer”

            Os homens só poderão ofender o corpo e até mesmo destruí-lo; porém nenhum poder mais terão sobre os remidos de Deus (Mateus 10:28).

O Senhor diz: “Não temas!” Isso significa dizer: “sofre com paciência, resignação e fé como Eu também sofri” (ler Mateus 10:24-26; Lucas 6:40; João 15:18-21), sofre até a morte, e Eu te recompensarei com a vida (João 3:15,16; 6:40,47,54). Notem quantas vezes Jesus diz: “Não temas” (Mateus 14:27; 28:5; Lucas 2:10; 12:32; João 14:1; Apocalipse 1:17).

“…Sê fiel até à morte…”

Em meio à aflição Jesus pede fidelidade. Pedro, ao seguir o exemplo de seu Mestre, escreve nessa mesma época: “Honrai a todos. Amai a fraternidade.

“Temei a Deus.Honrai o rei” (I Pedro 2:17).  Leia desde o versículo 11 desta citação. São vários exemplos que a história registra naquela época de perseguição. Conta das fogueiras onde eram queimados vivos os cristãos, que, mesmo atingidos pelo fogo, citavam o nome do Senhor em alta voz. Conta das arenas, onde eram jogados os cristãos para serem estraçalhados pelas feras, a fim de servirem de espetáculo ao público romano e de divertimento ao imperador.

Conta, enfim, de vários episódios de dor e sofrimento, e quanto mais o diabo inspirava os ímpios e pagãos para exterminar os cristãos, tanto mais aumentava o número de fiéis e o nome de Jesus era glorificado. Aprendemos na Bíblia a maneira de sermos fiéis em tudo (Salmo 101:6):

1 . Para com Deus (Números 12:7; Jó 31:6; Daniel 3:10,12,15-18; 21-30);

2.  Para com a Igreja (Malaquias 3:10; Atos 2:42; I Coríntios 15:58; Hebreus 10:25)

3.  Como ministro de Deus (Lucas 12:42; I Coríntios 1,2,17; Efésios 6:21,22;

I Timóteo 2:2).

4.  Exercendo qualquer função como crente (Daniel 6:3-5; Romanos 13:12-14;

I Tessalonicenses 4:11,12; Tito 2:9,10; I Pedro 4:14,16);

5.  Fiel no cumprimento da doutrina (Gálatas 1:8,9; I Timóteo 6:3-5; Hebreus 6:1;

13:9);

6.  Fiel até à morte – Ler também Mateus 10:39; 24:13; Lucas 17:33; João 12:25.

“… e dar-te-ei a coroa da vida…”.

 

Aqui não se afirma como são estas coroas; porém, entendemos que são privilégios especiais que o Senhor destina aos que são fiéis, além de resplendores e diademas significativos ao mérito de cada m. A coroa é a recompensa, em alegria eterna, que devemos ter pelo nosso trabalho (ler II Coríntios 1:14 e Filipenses 2:15-17; 4:1). Estão destinados gloriosos galardões aos que operam a vontade de Deus, aqui na Terra:

  1. Coroa da Justiça – (II Timóteo 4:7,8);
  2. Coroa de Glória – (I Pedro 5:1-4);
  3. Coroa da Vida (Tiago 1:12) [como provação e aprovação].

Leiamos também Isaías 40:10 e Apocalipse 3:11; 22:12.

 

VERSÍCULO 11 – “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte”

Está subentendido que haverá duas mortes:

1ª a morte do corpo – (Gênesis 3:19; Jó 34:15);

2ª a morte do espírito (Apocalipse 20:10,15; 21:8).

 

A morte física do justo, do verdadeiro cristão, não é mais que o transpor de uma porta: deixar a vida terrena e passar a estar com o Senhor.”Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Salmo 116:15). No momento da passagem do salvo, o Senhor dá ordens aos seus anjos que o transportam ao seu seio (Luc as 16:22). O corpo, na verdade, volta para o pó (Gênesis 3:190, mas o espírito retorna para Deus (Eclesiastes 12:7). Assim, os vencedores não sofrerão o dano da segunda morte, que é a eterna separação de Deus. Assim como a morte é o desmembramento entre o corpo e o espírito, da mesma forma é a separação eterna entre o espírito e Deus (ler Isaías 66:24 e Marcos 9:43,44). “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as gentes que se esquecem de Deus” (Salmo 9:17). Aqui está a segunda morte, o inferno, o lago que arde com fogo e enxofre (Apocalipse 19:20; 20:10,15). Os maus, que não atentarem para deus (Salmo 50:22,23; Isaías 55:6,7), sofrerão a morte do corpo e do espírito, que é a segunda morte. Os vencedores cantarão o hino da vitória (Oséias 13:14; Romanos 8:35-38; I Coríntios 15:55).

 

TERCEIRA CARTA –(2:12-17).

 

VERSÍCULO 12 – “E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: O termo Pérgamo significa “elevado ou casado”, e corresponde à época em que a Igreja viveu sob os auspícios imperiais, com a conversão de Constantino 320 a 500 d.C.

            “Constantino, com golpes políticos, a fim de hostilizar ou perseguir os pagãos, afirmou a vitória do Cristianismo por atos significativos: em 321 d.C. tornou obrigatório o descanso aos domingos e em 325 d.C. convocou o grande Concílio de Nicéia (na Bitínia). Mas a sua glória ofuscou-se com crueldades, as quais demonstram que a sua adesão à doutrina de Cristo não foi mais do que um cálculo político. Apesar destas faltas, Constantino mereceu o nome de Grande que lhe deu a História, porque compreendeu o seu tempo e soube portar-se com grande largueza de espírito à frente do movimento que levava o mundo a novos destinos. Só recebeu o batismo à hora da morte, em Nicomédia, das mãos do bispo ariano – Euzébio. Antes de morrer dividiu o império entre seus três filhos:CONSTÂNCIO, CONSTANTE e CONSTANTINO II e seus dois sobrinhos: Dalmácio e Anibaliano” (Enciclopédia e Dicionário Internacional).

‘”…Isto diz aquele que tem a sua espada aguda de dois fios…”

Com a espada aguda de dois fios, que penetra até a divisão da alma e do espírito (Hebreus 4:12), que fere de morte (Apocalipse 19:21), ou corta para curar, na execução do juízo e extinção do mal; com esta espada que procede de sua boca (Apocalipse 19:21), ou corta para curar, na execução do juízo e extinção do mal; com esta espada que procede de sua boca (Apocalipse 1:16), o Senhor apresenta-se a Pérgamo.

 

VERSÍCULO 13 – “Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás…”

O Senhor conhece toda e qualquer situação em que esteja a Sua Noiva. Pérgamo, como igreja local, passou a admitir doutrinas heréticas surgidas em Éfeso, a dois nicolaítas e a de Balaão, as quais o Senhor aborrece (capítulo 2:6).

Como período dispensional da Igreja, predominaram essas heresias em alta escala. Por isso o Senhor diz: “Eu sei onde habitas” (o que bem significa a palavra Pérgamo) e como te tens portado na minha presença, que é onde está o trono de Satanás” que significa dizer: “Que é onde o diabo tem estabelecido o seu domínio e poder”  (Ler Gênesis 4:40). Quão difícil era para os fiéis cristãos de Pérgamo permanecer no Senhor. As dificuldades eram inúmeras, a posição de cada um era hostil às circunstâncias desfavoráveis do meio (ler Salmo 120:6).

“…e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”.

Apesar da situação desfavorável em Pérgamo, que causava tormenta aos verdadeiros cristãos, o nome do Senhor era glorificado, e todos os fiéis perseveravam na mesma doutrina e fé que haviam recebido do Senhor e delas não se afastaram. Esta atitude Jesus não deixa de louvar: Ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”. Nada se sabe sobre a biografia desse grande servo de Deus; apenas se conhece o fato, porque Cristo mesmo menciona, o que bem demonstra o zelo do Senhor e Seu reconhecimento aos que Lhe são fiéis (ler Salmo 116:5 e Apocalipse 14:12,13). “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

 

VERSÍCULO 14 – “Mas umas poucas cousas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostítuíssem”.

            O Senhor está pronto a elogiar e até mesmo louvar as ações dos que são fiéis (Jó 1:8; 2:3); mas, também, adverte quando existe erro, para que haja arrependimento. Como já dissemos, Pérgamo passou a admitir como doutrina as obras heréticas, surgidas em Éfeso, dos nicolaítas e os ensinos de Balaão, e assim muitos seguiam os ensinamentos daquele profeta venal que, quando viu que não podia amaldiçoar Israel, ensinava Balaque (o rei moabita que o alugara), como corromper o povo (Números 25:1-3; 31:16), ao lançar tropeços diante dos filhos de Israel. Da mesma maneira os falsos ensinadores da “igreja casada” introduziram a doutrina de Balaão (II Pedro 2:1-3, 13-16), para os quais o Senhor apresenta-Se como juiz.

 

VERSÍCULO 15 “Assim, tens também os que negam a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço”

Além de franca idolatria, quiçá de uma prostituição absurda contra Deus, que foi o resultado do ensino de Balaão, Pérgamo fazia a vontade da carne e afirmava ser crente em Deus (ler Tiago 2:19); e isso foi observado como doutrina contrária à deliberação do Concílio de Jerusalém (Atos 15:20,29).

Paulo esclarece que os que vivem segundo a carne morrerão (Romanos 8:12,13), porque a inclinação da carne é morte e inimizade contra Deus (Romanos 8:6,7; ler I Coríntios 6:9,10 e Gálatas 5:19-21). A estes o Senhor aborrece (Judas 23).

 

VERSÍCULO 16 “Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca”.

Quando Deus adverte e exorta, a fim de mostrar o mal, sempre convida ao arrependimento. Quem está disposto a defrontar-se com o Senhor? Quem o poderá vencer na luta? A espada de sua boca é bigúmea (dois gumes ou dois fios) e quem o enfrentar não resistirá (ler Apocalipse 19:15,18,21). A idolatria é o pecado contra Deus (I Coríntios 10:16,19,20; ler Êxodo 20:3-5 e Isaías 42:8); e a prostituição é a transgressão contra o próprio corpo (I Coríntios 6:18; ler I Coríntios 3:17; 6:19,29). A comunhão com o mundo é, de modo figurado, adultério; e significa infidelidade para com Deus (Tiago 4:4; ler Mateus 6:24; Romanos 12:2; Gálatas 1:10; I João 2:5-17). Se aceitar a exortação do Senhor e arrepender-se cada criatura de seus pecados, alcançará de Deus perdão e salvação (Isaías 55:7).

 

VERSÍCULO 17 “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”.

Maná escondido. O Espírito Santo sacia o crente com um alimento espiritual desconhecido pelo mundo. É muito mais apetecível o maná que Cristo tem para nos dar do que o administrado por Moisés no deserto (Êxodo 16:4,14-31). Como recordação permanente da graça de Deus para com Israel, Ele deu ordem para que fosse colocado um vaso cheio de maná perante o Senhor (Êxodo 16:33). A carta aos Hebreus informa que este recipiente era de ouro (Hebreus 9:4). Durante quase 500 anos foi este vaso escondido. O maná que o Senhor deu a Israel, como pão que desceu dos céus (Êxodo 16:4), permaneceu durante toda a viagem de 40 aos através do deserto, não obstante, as contendas e murmurações do povo (Números 11:4-9; 21:5). Mas o benefício que eles tão mal reconheciam não deixou de cair dos céus, durante todo o tempo de peregrinação através do deserto (Êxodo 16:35; Deuteronômio 8:3,16; Neemias 9:20; Salmo 78:24). E somente parou no dia em que atravessaram o Jordão e acamparam-se em Gilgal, quando começaram a se alimentar dos frutos de Canaã (Josué 5:10-12).

“Há várias plantas que produzem uma substância semelhante ao maná, emanação espontânea da planta, ou resultado de uma operação realizada por um inseto. Esta planta é conhecida tecnicamente por tamarix mannífera, variedade de tamarix gallica, que se encontra na península do Sinai e emite uma substância amarela que passa a ser branca quando cai sobre as pedras, e que se derrete ao calor do sol. A sua produção é de seis a dez semanas durante a metade do ano, em que o mês de junho é o de maior colheita. A lhagi maurorum e a desertorum são duas espécies de espinhos que também fornecem uma substância parecida com o maná, e assim diversas plantas. Os árabes usam os produtos destas plantas em lugar da manteiga e do mel. Atualmente a colheita anual em toda a península é menos de meia tonelada nos melhores anos. Nunca usam esse maná em lugar do pão.

Tomado em dose elevada tem efeito purgativo. Mesmo que fosse abundante, seria difícil identificá-lo como o maná das Escrituras” (Dicionário Bíblico de John D. Davis).

Davi descreve a rebelião de Israel e cita o maná como trigo do céu e pão dos poderosos (Salmo 78:23-25), mas Cristo se apresenta como o verdadeiro pão do céu (ler João 6:31-35,48-51, 57, 58). Quão precioso será este maná escondido que Jesus tem destinado aos vencedores!

PEDRA BRANCA – Essa era a que, nas eleições o eleitor colocava na urna; nela estava gravado o nome de seu candidato. Ela fala da aprovação como sinal de apreciação, mas aqui se apresenta da parte de Cristo, que nos elegeu (Isaías 65:9,22; Romanos 8:17; Colossenses 3:12; I Pedro 1:2). O novo nome é o adquirido pela integração na família de Deus, um nome significativo da vida e do caráter do crente, que passa para a eternidade (Gênesis 17:4,5; 32:27,28; João 1:42). Exemplo dos que sabem vencer (I Reis 17:1-16; 19:1-7; Hebreus 11:24-26).

QUARTA CARTA  (2:18-29)

 

VERSÍCULO 18 – “E ao anjo da igreja de Tiatira escreve…”

 

Tiatira leva-nos ao período do pleno desenvolvimento do romanismo, do ano 500 a 1.500 d.C. A igreja está sob o balaonismo e o nicolauismo. O romanismo tem o seu apogeu e apenas um restante de crentes é fiel. Ao iniciar-se o período da história que a Igreja de Tiatira simboliza, subseqüente ao de Pérgamo, n esse tempo de trevas, seis séculos depois de Cristo, as relações com o mundo desenvolveram-se e estreitaram-se tanto a ponto de muitos cristãos professos serem nomeados para os elevados cargos do governo de Roma..

A Igreja adquiria assim poder e bem-estar para os seus membros; mas para conseguir isso sacrificava a fidelidade a Cristo.

A Igreja, ao unir-se ao mundo rejeitara o seu Senhor, desobedecia inteiramente à Palavra de Deus (Mateus 6:24; I João 2:15). Mas isso não era tudo; prevalecia a adoração de imagens (Êxodo 20:4-6; Levítico 26:1; Oséias 13:4; ler Isaías 45:9-20; I Coríntios 10:14-31; II Coríntios 6:14-16). Esse erro continua até ao dia de hoje e juntamente com todas as inovações perdurará até a vinda do Senhor (versículo 25). Como igreja local, era Tiatira a cidade onde morava Lídia (Atos 16:14). Não sabemos se foi esse crente que pregou o Evangelho ali. O certo é que a Palavra foi anunciada e muito se desenvolveu.

“…Isto diz o filho de Deus que tem olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente”

Aqui Jesus fala de Si mesmo como Filho de Deus e invoca a Sua autoridade divina. Seus olhos perscrutadores tudo vêem e ninguém pode esconder-se de Sua presença. Também apresenta-se como Aquele que venceu a mais dura prova de fogo, cujos pés bem expressam a Sua vitória.

O romanismo fala de Jesus unicamente como filho de Maria; tira-lhe seus títulos (Isaías 9:6) e direitos como Único Salvador e mediador (I Timóteo 2:5; Atos 4:12), e corrompe a maneira de adorar a Deus, ao proceder como os judeus apóstatas no tempo de Jeremias, que adoravam uma falsa divindade chamada “rainha dos céus”, em honra da qual ofereciam tortas, libações e incensos (Jeremias 7:8; 44:5-30). A virgem Maria, como vaso nas mãos de Deus, nunca desejou os títulos e as honras que ela reconhecia pertencerem  unicamente ao Senhor; por isso, ela canta alegremente o seu “Magnificat” (Lucas 1:45-56; ler os versículos 26 a 38).

 

VERSÍCULO 19 – “Eu conheço as tuas obras, e a tua caridade, e as tuas últimas obras são mais do que as primeiras”

Esse reconhecimento de Jesus não se manifestava à igreja de Roma e sim às restantes ainda sobreviventes, que se mantinham escondidas nas montanhas e lugares fora do alcance do exército papal.

Diz a Enciclopédia Internacional, pp.. 11.781 – Volume XX:

“As doutrinas dos valdenses, assim como as dos albigenses, só admitiam como origem da fé o Antigo e o Novo Testamentos; repeliam o culto das imagens, a missa, a confissão auricular, etc. Só conservavam dois sacramentos: o batismo e a ceia. Para eles a salvação estava não nas obras, mas na fé. A sua disciplina regulada por pastores era severa e suas vidas e costumes eram simples. Animados de um ardente espírito de proselitismo, espalhavam a sua doutrina.

Sob o impulso de Pedro de Bruis e Pedro Valdo, fundaram colônias na Ligúria, na Apúlia, na Calábria e até na Sicília. Esses povos simples e humildes, considerados escória da Igreja Romana, foram o principal motivo da criação da chamada “Santa Inquisição”. Mas o Senhor zelava por esses grupos fiéis, por reconhecer o amor que eles dedicavam ao Seu nome, e a maneira como trabalhavam para conservar a fé sem mácula, que os levava ao sacrifício, muitas vezes maior que os sofrimentos impostos pelos pagãos. O Senhor apreciava essas obras de fé, que eram demonstradas na paciência de suportar as afrontas e o desprezo dos falsos irmãos. “O valor de seus feitos era maior em privilégios diante do Senhor do que os alcançados pelos primitivos cristãos”.

 

VERSÍCULO 20 – “Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetiza, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”.

Jezabel, que espiritualmente é mencionada como a ímpia rainha da casa de Acabe, por cuja infância foi introduzido em Israel (o reino do Norte) o culto a Baal (I Reis 16:31) e moveram-se as mais atrozes perseguições contra os profetas do Senhor (I Reis 18 a 21), representa aqui a doutrina do paganismo, que veio com toda a sua “bagagem” de idolatria e feitiçaria para dentro da Igreja. São incrementadas nessa época as mais cruéis perseguições.

“Nos primeiros séculos do Cristianismo, até pouco mais ou menos a conversão do Imperador Constantino, a heresia era punida  com ex-comunhão de tribunais especiais presididos por bispos. Já no fim do século XII, esses sínodos alargavam a sua esfera de ação que a autoridade eclesiástica lhes tinha limitado e principiaram a rechaçar os hereges, ao atormentá-los e espoliá-los dos seus bens, que eram imediatamente confiscados. Nessa época ainda se permitia ao réu fazer a sua defesa, ao dar-lhe conhecimento do processo. Mais tarde, robustecida a seita dos albigenses, o Papa Inocêncio III ordenou uma Cruzada contra ela e recorreu à Inquisição, para o auxiliar a destruir essa “heresia” que ameaçava alastrar-se pelo mundo. Os albigenses foram vencidos. A Inquisição triunfou em 1229, mas um número de fiéis continuou.  A história registra fatos como a fatídica noite de S. Bartolomeu, na França, em 24 de agosto de 1572” (Notas da Enciclopédia e Dicionário Internacional).

Disse Jesus: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos; mas ai daquele por quem o escândalo vem” (Mateus 25:40; Ler Provérbios 14:31; Mateus 10:28-31; Marcos 9:42).

 

VERSÍCULO 21 – “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu”.

A prostituição é pecado contra o próprio corpo, que é o templo de Deus, onde o Espírito Santo habita. Se alguém o destruir, o Senhor também o aniquilará (I Coríntios 3:16,17; 6:16-19). A inficelidade para com Deus é prostituição, espiritualmente falando (ler Jeremias 3:1-4 e Apocalipse 17: 19:2). Por mais que o Senhor usasse de Sua misericórdia, ao conceder tempo para o arrependimento, prevalecia a idolatria como acinte a deus.

 

VERSÍCULO 22 – “Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras”

 

VERSÍCULO 23 – “E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a um de vós segundo as vossas obras”.

            A linguagem aqui é figurada, mas o julgamento é inevitável (Ler Isaías 2:18,20; 31:7; Jeremias 50:41,42; Apocalipse 16:8; 17:16,17; 18:2,3, 8, 20-24). Só Aquele que é o Cabeça da Igreja, do divino Filho de Deus, pode e há de julgá-la.

O apóstolo Paulo diz: “Era vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder” (ver II Tessalonicenses 1;7-9).

 

VERSÍCULO 24 – “Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem as profundezas de Satanás, que outra carga não porei”.

Mais uma vez o Senhor dirige a Sua palavra aos grupos que permaneciam fiéis, tanto os de Roma, como os restantes que viviam isolados, mas que se mantinham fiéis aos princípios ensinados por Jesus e não se haviam contaminado com a doutrina do romanismo. (Jezabel com sua prostituição) .

[Romanismo = Catolicismo].

“Os que não conheceram as profundezas de Satanás”. O clero romano intitula-se como a única parte pensante da Igreja, os únicos que podem ler e interpretar a Bíblia Sagrada, os únicos que formam o corpo da Igreja, e os únicos que conhecem, como dizem, as profundezas de Satanás. O restante do povo é qualificado apenas como fiéis à Igreja (ler Mateus 13:11; João 14:26; I Coríntios 1:19-21; 2:1-10; I João 2:27).

O Senhor não admitirá outro sofrimento, além do já sofrido por aqueles fiéis. Nunca mais haverá sofrimento semelhante, mesmo que se levantem perseguições atrozes contra os que permanecerem fiéis ao Senhor e à Sua Palavra, movidas por esses falsos irmãos.

 

VERSÍCULO 25 – “Mas o que tendes retendo-o até que eu venha”.

O Senhor anima os Seus fiéis a conservarem todas as virtudes que possuem até a sua volta.. A alusão à Sua vinda é referida na mensagem a cada uma das últimas quatro igrejas. Isso nos faz entender que o estado da Igreja, figurado em cada uma delas, continuará até o fim (versículo 25; capítulo 3:11,20).

 

VERSÍCULO 26 – “E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações”.

 

VERSÍCULO 27 – “e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro, como também recebe de meu Pai”

            A Igreja Católica Romana tem procurado em todos os tempos conquistar e vencer o mundo; mas os seus conquistadores são os que obedecem à Palavra e guardam a verdade com firmeza (I Coríntios 6:2; ler Lucas 19:17,19 e II Timóteo

2:11.12).

 

VERSÍCULO 28 – “E dar-te-ei a estrela da manhã”.

“Uma estrela pro cederá de Jacó” (Números 4:17). O Senhor Jesus mesmo é a “raiz e geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apocalipse 5:5; 22:16). Ele mesmo é a promessa. Todos os vencedores participarão do Seu reino de glória (I Tessalonicenses 2:12; ler II Pedro 1:19).

 

VERSÍCULO 29 – “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

               O Espírito Santo, a terceira pessoa da trindade, tem a Sua missão especial na Terra:

1. Para com o mundo: “Convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo” ver (João 15:8-11). Nesta função tríplice, o Espírito Santo fala ao pecador, e usa para isso a maneira que achar própria, contanto que o possa trazer a Deus para ser salvo. Por mais erudito que seja o pregador do Evangelho, por mais eficientes que sejam as organizações de ensino sobre moral e caráter do homem, jamais poderá ser transformada uma só criatura e convertido um único pecador a santo de Deus, um homem vil e nocivo a verdadeiro cidadão, útil a Deus e à Pátria. Só o Espírito Santo convence o homem e transforma-o (Ler Tito 3:5,6).

2. Para com a Igreja:

a) Habitar com a Igreja, a fim de permanecer nela de modo coletivo; habitar é estabelecer-se no coração de cada crente fiel , transformado em sua morada (ver João 14:16,17; I Coríntios 3:16; 6:19,20);

b) Ensinar os servos de Deus e lembrar tudo o que a Igreja já recebeu do Senhor (João 14:26; I João 2:20-27);

c) Guiar em toda vida e dizer à Igreja tudo quanto tiver ouvido da parte de Jesus e anunciar o que há de vir (João 16:13);

d) Testificar por meio de Igreja ao pecador, mediante a apresentação das verdades sobre Jesus (João 15:26; ler I Pedro 1:12 e I João 5:6).

Eis porque em todas as cartas está a advertência: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. Devemos ter ouvidos para ouvir (Marcos 1:22-25), mas tendo toda a atenção naquilo que ouvimos. Disse Jesus: “Vede pois como ouvis” (Lucas 8:18). Devemos ficar certos e bem inteirados da mensagem que ouvimos, quer doutrinária, quer profética, a fim de que saibamos distinguir a vontade do Senhor, pela revelação do Espírito Santo (I Coríntios 2:9,10; ler João 16:12-15).

Dizer que o Espírito não mais fala à Igreja é negar ou tirar esta parte das Escrituras e menosprezar a advertência que bem evidencia esta mensagem (ler Apocalipse 22:18,19).

O Espírito Santo é Senhor sobre o homem e não está sujeito ao ser humano para seguir as suas convicções e modos de pensar. A mensagem é sem rodeios.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”. O Espírito Santo faz como quer, usa quem quer e fala da maneira como deseja à Igreja (ler Romanos 11:33-36).

Não confundamos a manifestação do Espírito Santo com o espiritismo ou coisa semelhante; nunca tal coisa aconteça. São dois caminhos antagônicos. Cuidado, irmão, para não dizer e nem pensar assim, porque é blasfemar contra o Espírito Santo (ler Marcos 4:28,29).

 

 

PEGADAS NA AREIA.

 

 

UMA NOITE TIVE UM SONHO…

Sonhei que estava andando na praia,

com o Senhor e através do Céu

passavam cenas da minha vida

 

Para cada cena que passava,

percebi que eram deixados dois

pares de pegadas na areia: um era o

meu e o outro era do Senhor.

 

Quando a última cena da minha vida

passou diante de nós, olhei para

trás, para as pegadas na areia e

notei que muitas vezes, no caminho

da minha vida havia apenas um par

de pegadas na areia.

 

Notei também que isso aconteceu

nos momentos mais difíceis e

angustiosos do meu viver. Isso

entristeceu-me deveras, e perguntei

então ao Senhor.

 

“Senhor, Tu me dissestes que, uma

vez que eu resolvi Te seguir, Tu

andarias sempre comigo todo o

caminho, mas, notei que durante as

maiores atribulações do meu viver

havia na areia dos caminhos da vida,

apenas um par de pegadas. Não

compreendo porque, nas horas em

que eu mais necessitava de TI, Tu

me deixastes sozinho”.

 

O Senhor me respondeu:

“Meu precioso filho. Eu te amo e

jamais te deixaria nas horas da tua

prova e do teu sofrimento. Quando

vistes na areia apenas um par de

pegadas, foi exatamente aí que Eu

nos braços…te carreguei”.

 

 

 

EBENÉZER !!!!!

 

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