As Sete Dispensações

 
 
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo
 
 
CAPÍTULO 5.II

 

II – AS SETE DISPENSAÇÕES

  

 

            As Escrituras dividem o tempo, pelo qual significamos o período global que começa com a criação de Adão e termina com o aparecimento do “novo céu e da nova terra” (Apocalipse 21:1), em sete períodos desiguais, vulgarmente chamados Dispensações (Efésios 3:2), embora algumas vezes sejam considerados como séculos (Efésios 2:7), e “DIAS” como “o dia do Senhor” etc.

            Esses períodos se distinguem nas Escrituras por uma mudança no método divino de tratar a humanidade, ou parte dela, no que se  refere a estas duas grandes verdades – pecado e responsabilidade humana.

            Cada Dispensação pode ser considerada como uma prova para o homem natural e termina sempre em juízo, demonstrando assim o seu completo fracasso.

            Cinco dessas Dispensações, ou períodos de tempo, já se consumaram. Estamos vivendo na sexta, cujo término, segundo tudo faz crer, está para breve. A sétima ou a última, ficará para o futuro – é o Milênio.

I – O HOMEM EM INOCÊNCIA

            Esta Dispensação começou com a criação de Adão, (Gênesis 2:7), e terminou com a sua expulsão do Éden. Adão, criado em inocência, ignorando o bem e o mal, foi colocado no Jardim das Delícias com sua companheira Eva, sob a responsabilidade de abster-se de comer do fruto da árvore da ciência do em e do mal. A Dispensação da Inocência resultou no primeiro fracasso do homem, sendo os seus efeitos os mais desastrosos possíveis. Teve o seu fim com o seguinte Juízo: “O Senhor os lançou fora do Paraíso das Delícias”.

Ver:      Gênesis 1:26                                 Gênesis 3:6

             Gênesis 2:16,17                            Gênesis 3:22-24


II – O HOMEM SOB A CONSCIÊNCIA

            Pela queda, Adão e Eva adquiriram, e também o transmitiram à sua descendência, o conhecimento do bem e do mal. Isso proporciona à sua consciência uma boa base para um julgamento moral correto, o que colocou a sua posteridade sob a seguinte responsabilidade – fazer o bem e evitar o mal.

O resultado da Dispensação da Consciência, do Éden ao Dilúvio (quando não havia nenhuma instituição de governo e de lei), foi que toda a terra se corrompera, “porque toda a carne tinha corrompido o seu caminho sobre a terra” e que “toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má, continuamente”.

E assim Deus terminou a segunda prova a que submeteu o homem natural com o seguinte juízo – o Dilúvio..

Ver: Gênesis 3:22;       Gênesis 6:5,11,12       Gênesis 7:11,12,23

III – O HOMEM EM AUTORIDADE SOBRE A TERRA

            Do terrível juízo do Dilúvio, Deus salvou oito pessoas, às quais, depois que as águas baixaram, deu a terra purificada, com amplos poderes para governá-la.

Essa responsabilidade recaiu sobre Noé e sua progênie. A Dispensação do Governo Humano resultou, na planície do Sinai, na tentativa ímpia do homem em desejar tornar-se independente de Deus e terminou com o seguinte juízo: – A CONFUSÃO DE LÍNGUAS. 

Ver Gênesis 9:1,2                  Gênesis 11:1-4             Gênesis 11: 5-8

IV – O HOMEM SOB PROMESSA

            Dos descendentes dispersos daqueles que construíram a Torre de Babel, Deus chamou um homem, Abraão, com quem fez um concerto (pacto, aliança).

Algumas das promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes eram puramente graciosas e incondicionais e já foram, ou ainda o serão, cumpridas literalmente. Outras foram também feitas, mas o seu cumprimento estava condicionado à fidelidade e obediência dos israelitas. Todas as condições determinadas por Deus foram violadas sem exceção de uma sequer, e a Dispensação da Promessa resultou no fracasso da família de Israel e terminou com o seguinte juízo: A ESCRAVIDÃO NO EGITO.

O livro de Gênesis, que começa com estas palavras: “No princípio criou Deus…”, Termina com essa triste expressão: “Em um caixão no Egito”.

Ver: Gênesis 12:1-3            Gênesis 26:3            Gênesis 13:14-17

        Gênesis 15:5               Gênesis 28:12-13     Êxodo 1:13-14

V – O HOMEM SOB A LEI

            Mais uma vez a graça de Deus vai auxiliar o homem desamparado e redimir o povo escolhido da mão do opressor. No deserto do Sinai, Deus lhe propôs o concerto da Lei. Em vez de humildemente apelar para que continuasse a relação da graça, o povo responde, pressurosamente: “Tudo o que o Senhor falou nós o faremos”. A história de Israel no deserto e em Canaã é um longo relatório de flagrante e persistente violação da Lei e, por último, depois de um sem número de avisos, Deus termina a prova a que submeteu o homem pela Lei, em juízo. Primeiramente, Israel, e logo depois Judá, foram expulsos de Canaã, sendo que a sua dispersão pelo mundo ainda continua. Um pequeno grupo voltou sob as ordens de Esdras e Neemias. Desse grupo, na plenitude dos tempos, nasceu Cristo: “Nascido de mulher, nascido sob a Lei”. Tanto os judeus como os gentios conspiraram, levando-O à morte por crucificação. Ver:

            Êxodo 19:1-8       Romanos 3:19,20      Atos 22:22,23

           Romanos 10:5     II Reis 17:1-18           Atos  7:51,52

                     Gálatas 3:10                       II Reis 25:1-11

DEPARTAMENTO DOUTRINÁRIO – DOUTRINAS BÁSICAS CRISTÃS

VI – O HOMEM SOB A GRAÇA

            A morte sacrificial do Senhor Jesus Cristo introduziu no mundo a Dispensação da pura Graça, que quer dizer favor imerecido ou Deus dando justiça em vez de exigir justiça, como quando sob a Lei. A salvação perfeita e eterna é agora oferecida graciosamente, tanto ao judeu como ao gentio, desde que confesse o seu pecado, se arrependa e tenha em Cristo.

“Jesus respondeu e disse-lhes: “a obra de Deus é esta: que creiais nAquele que Ele enviou” (João 6:29). “Em verdade vos digo; o que crê em mim tem a vida eterna” (João 6:47).

            “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê nAquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre em julgamento, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

            “As minhas ovelhas ouvem a minha voz e eu as conheço e elas me seguem; e eu lhes dou a vida eterna e lãs jamais hão de perecer” (João 10:27,28).

            “Pela graça sois salvos mediante a fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não de vossas obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).

            O resultado predito  desta prova do homem sob a graça é o juízo sobre um mundo incrédulo e uma igreja apóstata. Ver:

            Lucas 18:8                                  Lucas 17:26:30

            Apocalipse 3:15,16                     II Tessalonicenses 2:7012

            O primeiro evento no fim desta Dispensação da Graça será a descida do Senhor dos céus, quando os santos que dormem hão de ressuscitar e, juntamente com os crentes vivos daquele tempo, arrebatados, irão encontrar-se com Cristo nos ares, com quem hão de ficar para sempre, (I Tessalonicenses 4:16,17).

            Depois seguir-se-á o curto período chamado – “a grande tribulação”.

          Ver:    Mateus 24:21,22                            Daniel 12:1

                    Sofonias 1:15-18                           Jeremias 30:5-7

            Finalmente, dar-se-á a descida pessoal de Cristo à Terra, com poder e grande glória. Então, haverá os julgamentos, que inaugurarão a sétima e última dispensação.

            Ver Mateus 25:31-46                                Mateus 24:29,30

Departamento Doutrinário – Doutrinas Básicas Cristãs

VII. O HOMEM SOB O REINO PESSOAL DE CRISTO

            Depois dos juízos purificadores ligados à vinda pessoal de Cristo à Terra, Jesus reinará sobre Israel restaurado e a terra por mil anos. Esse é o período comumente chamado – O MILÊNIO.

            A sede do seu poder será em Jerusalém. E os santos, incluindo os que foram salvos na Dispensação da Graça, isto é, a Igreja, serão unidos com Ele na Sua glória. Ver:

                        Atos 15:14-17                          Apocalipse 19:11-21

                        Isaías 2:1-4                              Apocalipse 20:1-6

                                            Isaías 11: todo o capítulo

            Mas quando Satanás for solto, “por um pouco de tempo”, encontrará o coração natural tão inclinado para o mal, como sempre aconteceu, e, com a maior facilidade, ajuntará as nações que irão batalhar contra o Senhor e seus santos. Esta Dispensação, como as demais, terminará em juízo. O GRANDE TRONO BRANCO será estabelecido e os ímpios mortos ressuscitarão, sendo finalmente condenados. Depois é que aparecerão “o novo céu e a nova terra” – O começo da eternidade”. Ver:

            Apocalipse 20:3,7-15         Apocalipse: capítulos 21 e 22

            Num túmulo na cidade de Londres está inscrito o seguinte epitáfio:

                                               EU PEQUEI

                                               EU ME ARREPENDI;

                                               EU CONFIEI EM JESUS;

                                               EU O AMEI;

                                               EU DESCANSO;

                                               EU ME LEVANTAREI DAQUI;

                                               EU REINAREI COM ELE.

 

 

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