Deus me Fez

“DEUS ME FEZ…”

 

            Vivemos tempos difíceis, nos quais muitos cristãos adotam uma verdade partida, fraturada, fragmentada – como seres espirituais, oram, lêem a Bíblia, vão à Igreja. Entretanto, como seres pensantes, como seres morais, são engolidos, dominados pela secularização do mundo, deixando-se seduzir e conduzir por conceitos, métodos e práticas vigentes (públicas), contrariando sua fé (particular), ignorando a ética bíblica – Leia Romanos 12:2.
            Precisamos compreender que não é suficiente crermos como cristãos, mas também pensamos como cristãos, agimos como cristãos, a partir da revelação bíblica, tradutora dos propósitos de Deus para nós, do plano de Deus para a história, para o cosmos e para tudo o mais, o que inclui um relacionamento adequado entre as pessoas.
            Não devemos ser um tipo de cristão em casa, na igreja e um outro tipo na vida, no trabalho, nos relacionamentos sociais, etc. Nosso Senhor Jesus Cristo deixa isso claro, pois, declara: “Assim brilha também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” – Mateus 5:16, o que está consentâneo com “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” – João 17:15. Em outras palavras, não devemos ser cristãos de dupla identidade ou mascarados. Devemos crer/viver na veracidade e infalibilidade das Escrituras Sagradas, o que é fundamental para nosso estilo de vida.
            Alguns episódios na vida de José, do Egito, revelam sua plena teo-referência, sua dependência total da graça e provisão de Deus, expressas em situações comuns ou especiais de sua trajetória. Por exemplo, antes que chegasse a fome anunciada no Egito, nasceram dois filhos a José, frutos de Asenate. Ao escolher seus nomes –Manassés e Efraim – José marcou tais eventos com a expressão “Deus me fez”: “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai” e “Deus me fez próspero na terra da minha aflição” – Gênesis 41:50-52.
            A quem atribuímos nossas conquistas, nossas vitórias, nossos suprimentos, nossas superações?
            De outra feita, ao ser chamado por Faraó, que ouvira dizer que José ao saber de um sonho podia interpretá-lo, respondeu: “Não está isso em mim, mas Deus dará resposta favorável a Faraó” – Gênesis 41:16. Atitude semelhante àquela, quando dos sonhos do padeiro-chefe e do copeiro-chefe, e a impossibilidade destes de interpretá-los: “Porventura, não pertencem a Deus as Interpretações? Contai-me o sonho”. Gênesis 40:8.
            Em nenhum momento, glória pessoa, vaidade, orgulho. Pelo contrário, tudo atribuído ao Deus Soberano.
            O apóstolo Paulo relembra o que Deus nos fez: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” – Efésios 2:1: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando os nossos delitos” – Colossenses 2:13.
            O Senhor Jesus Cristo ao responder à questão crucial de muitos” – “Que faremos para realizar as obras de Deus?” – respondeu, de forma clara, objetiva e fundamental: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” – João 6:28-29.
            Para o liberalismo, Jesus é apenas um exemplo, um guia. O liberalismo apela à vontade do homem, que é dominante.
           Para o Cristianismo conta, vale o QUE JESUS FEZ. O Cristianismo é um ato da graça de Deus.
           E nós, como vivemos à luz destas verdades? Reflitamos, pois!
            Em Cristo Jesus, o Mestre, que ressurgiu, vivo está e voltará, em majestade e glória, para restaurar completamente o cosmos, tornado-o, assim, aquele reino projetado por Deus!
 
Com carinho pastoral,
 
Rev.. Claudio Aragão da Guia.
Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, epíscopo e pastor
Share

Sermões Recentes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

»