Encontros Surpreendentes

 
ENCONTROS SURPREENDENTES
  
A história Jacó e Esaú, dois irmãos que viviam separados por força de atitudes pecaminosas, equivocadas, de ambos – a venda, por Esaú, do seu direito
De primogenitura (Gênesis 25); a “bênção roubada” por Jacó, com a conivência da mãe, Rebeca (Gênesis 27), o que gerou em Esaú um ódio mortal a seu irmão – é uma história representativa dos dramas vividos por muitas famílias, em todos os tempos, com os traumas, mágoas, desejo de vingança e outros sentimentos que escravizam, aprisionam, impedindo as pessoas de viver uma vida bonita, abundante, que agrade a Deus.
Há, entretanto, no enredo dessa história, um momento marcante, surpreendente, revelador do que o ser humano é capaz, mesmo e, principalmente, quando o ofendido, traído, magoado. Refiro-me ao “encontro-reconciliação-surpreendente” de Esaú e Jacó, conforme registrado em Gênesis 33: após o preparo desse encontro (Gênesis 32) e, ainda temeroso, Jacó vê seu irmão aproximar-se e também vai ao seu encontro. E aí, inesperadamente, surpreendentemente, somos atingidos pelo relato das atitudes de Esaú.
Versículo 4 – Que sentimentos! Quanta saudade! Quanto desejo reprimido até então, mas agora extravasado; Esaú corre ao encontro do irmão e o abraça; arroja-se (pendura-se) ao pescoço do irmão, beijando-o (faz-nos lembrar do pai do filho pródigo). É, inevitavelmente, as lágrimas temperam aquele saboroso, prazeroso e surpreendente encontro.
Versículos 5-9 Depois de conhecer o propósito de Jacó com todo aquele aparato, Esaú surpreende de novo, ao dizer ao irmão: “guarda o que tens”.
Que generosidade! Que longanimidade! Que bondade! Que demonstração de perdão, de misericórdia!
Mas não é Esaú, apenas, quem surpreende, pois Jacó reconhece tanto a bondade do irmão (versículo 10) como, e sobretudo, a ação de Deus em todo o seu caminhar (versículo 11), tal qual as palavras de Provérbios 16:6-7: “Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR, este reconcilia com eles os seus inimigos”.
O final desse episódio, conforme versículo vinte, é apoteótico: Jacó levanta um altar, ao qual chamou Deus, o Deus de Israel: Adoração! Louvor!
Amados irmãos, que surpreendamos nossos familiares, nossos irmãos, nossos amigos, todas as pessoas, com atitudes de carinho, entrega, misericórdia, compreensão, perdão, gratidão e reconhecimento da ação de Deus em todas as áreas de nossa vida.
Que nossas famílias (incluindo a família da fé) sejam espaços para a realização de encontros, benfazejamente.
 
Com alegria, gratidão a Deus e carinho pastoral.
 
Rev. Claudio Aragão da Guia.

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, epíscopo e pastor

 

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