Os Anjos

 
 
 
Autoria do Reverendo Romeu Maluhy, pastor da Igreja Presbiteriana

Publicação autorizada pelo Presbítero Romeu Maluhy Junior, pastor e epíscopo

Agradecimentos de Universal Assembléia da Santa Aliança Cristã

Presbítero Jailson Pereira, apóstolo e epíscopo

 
 

6 – OS ANJOS

 

 

            Os Santos Anjos são incluídos pela Igreja Católica Romana entre os objetos de sua veneração ou culto. Para justificar este seu modo de agir, ela cita o texto de Mateus 18:10, onde se lê: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste”.

            Estas palavras de Jesus, porém, não dizem que os referidos Anjos são intercessores, nem que eles pedem pelas crianças que, na terra, estão sob os seus cuidados, nem o Senhor disse aos Seus discípulos que eles deviam prestar culto aos Anjos da Guarda, nem que deviam invocá-los em suas orações.

O próprio Senhor Jesus é o grande intercessor das crianças perante o trono da graça, como é, também, o nosso intercessor.

            Mesmo os Anjos de maior hierarquia, os Arcanjos, são seres criados, e cultuá-los, seria cultuar a criatura, como grave ofensa ao Criador, que é Deus sobre todos, e é, “bendito eternamente. Amém” (Romanos 1:25). Render culto aos anjos é pecado.

            Não são todos eles (inclusive os maiores) espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:14).

            Os anjos, que estão às ordens de Deus, são enviados para ministrar aos crentes sobre a terra. No Antigo, como em o Novo Testamento, há tantas passagens sobre i ministério dos Anjos, que temos de nos limitar a citar apenas algumas:

a) Foram eles que precipitaram a saída de Ló de Sodoma, antes da destruição da cidade (leia Gênesis 19:1);

b) Eles é que serviram a Elias, quando o profeta, desanimado, fugiu de Jezabel, (leia I Reis 19:5,7);

c) Os anjos é que livraram a Eliseu, quando o profeta, desanimado, fugiu de              Jezabel, (leia I Reis 6:17);

d) O livramento de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, das chamas da grande fornalha, é devido a um Anjo (leia Daniel 3:28);

e) Deus enviou um Anjo para fechar a boca dos leões, para que o profeta Daniel, lançado na cova, não fosse dilacerado por eles (leia Daniel 6:22);

f) Um anjo do Senhor libertou os apóstolos da prisão em Jerusalém.

               (leia Atos 5:19).

g) Outro anjo fez o mesmo a Pedro, só (leia Atos 12:7);

h) Um anjo esteve ao lado de Paulo, na sua luta espiritual, e lhe deu         ânimo e conforto (leia Atos 27:23).

            Em cada um destes exemplos, o Anjo serviu sob as ordens de Deus, porém, eles não foram invocados nem cultuados, e esta afirmação concorda com a experiência do apóstolo João: “Prostrei-me ante SUS pés (do Anjo) para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus” (Apocalipse 19:10).

            “O Anjo do Senhor” no Antigo Testamento, não é um dos anjos criados, mas é o próprio Deus. “Mas do céu lhe bradou o Anjo do Senhor: “Abraão!…não me negaste o filho, o teu único filho” (Gênesis 22:11,12).

            Foi a Deus mesmo que Abraão ofereceu seu filho Isaque; portanto o Anjo do Senhor é Deus. “Apareceu-lhe (a Moisés) o Anjo do Senhor numa chama de fogo no meio de uma sarça…Deus, do meio da sarça, o chamou…e disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êxodo 3:2,4,6). Moisés sabia que o Anjo do Senhor era o próprio Deus, e, por isso, não nos devemos impressionar com a ordem que ele recebeu, de tirar as sandálias dos pés, pois a terra em que estava pisando era santa, porque Deus estava ali. Quando o Anjo Gabriel apareceu a Daniel e falou com ele, o profeta sem sentido, caiu com o rosto em terra. Porém o Anjo o tocou e o pôs de pé outra vez. Leia Daniel 8:18. Daniel teve outra experiência idêntica. Leia Daniel 10:11,12. Segundo esta passagem, Daniel não prestou culto ao Anjo, mas se pôs de pé para ouvir as palavras que o Mensageiro de Deus lhe ia dizer. Se Daniel não tributou culto ao Anjo Gabriel, devemos nós prestar culto aos seus angélicos inferiores? Em virtude de razões muito mais poderosas, não devemos fazê-lo.

            “Ninguém se faça de árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado sem motivo algum na sua mente carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus” (Colossenses 2:18,19).

 

 

 

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